Opinião

Sondagens e autárquicas

Sondagens e autárquicas

Estamos a um mês das eleições autárquicas. E, tal como noutras eleições, o JN está a publicar sondagens. Concretamente sobre a corrida às câmaras do Porto e de Lisboa.

O nosso parceiro é a Aximage, que também é a empresa responsável pela elaboração dos barómetros mensais que publicamos desde julho do ano passado.

Nesta altura, é por isso importante repetir algumas regras básicas: as sondagens não substituem as eleições; as sondagens são fotografias de um determinado momento; as sondagens têm margens de erro (à volta de 3%); e nenhuma sondagem pode prever, com total exatidão, o que vai acontecer em próximas eleições, sejam elas as legislativas de 2023 ou as que estão já ao virar da esquina. Ao contrário, é expectável que haja alguns desvios.

Mas isso não significa que as sondagens não servem para nada. Se olharmos para elas, não como um mero exercício de adivinhação, mas como uma forma de medir as tendências do bazar eleitoral, vale a pena olhar para as perguntas, para as respostas e para os números.

Uma sondagem pode ser, aliás, um exercício bastante mais rico do que a mera projeção de resultados eleitorais. Como fica provado pelo trabalho que publicamos hoje sobre a Câmara de Lisboa (na edição de ontem, publicámos um trabalho semelhante sobre a Câmara do Porto). É possível saber até que ponto um candidato tem o voto, mas também a simpatia dos eleitores. Medir o efeito de casos polémicos em que estiveram envolvidos. Perceber o grau de satisfação com a gestão política ou com o político. Quantificar e qualificar os problemas que apoquentam os cidadãos. Estabelecer prioridades para a gestão da coisa pública.

Sempre sem a tentação de querer substituir as sondagens pelos votos. Com a certeza de que os resultados terão sempre imprecisões. E, finalmente, conscientes de que, no final, é pela maior ou menor proximidade ao resultado de um determinado partido ou candidato que a qualidade da sondagem será julgada. Enquanto isso não acontece, aproveite para saber um pouco mais sobre a corrida a Lisboa. Na nossa edição impressa, ou em jn.pt, se quiser recuperar o retrato que fizemos para o Porto.

*Diretor-adjunto

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