Opinião

A não desperdiçar

Estamos a duas semanas das eleições legislativas. Independentemente dos resultados das sondagens divulgadas até aqui e da credibilidade que se lhes queira atribuir, ninguém pode hoje dizer com absoluta certeza (mesmo com uma margem razoável de segurança) qual vai ser o resultado de cada um dos partidos nestas eleições, como bem ficou demonstrado em ocasiões recentes.

Trata-se, também, de um contexto especial. Nos seus antecedentes, desde logo, fruto da interrupção da legislatura face à inconsistência da solução governativa de esquerda que serviu para contornar a vontade maioritária dos portugueses em 2015, mas que fora legitimada em 2019.

Nas circunstâncias, seguramente, visto que a pandemia continua a condicionar as nossas rotinas e, a esta curta distância do ato eleitoral, deixa ainda como incerta a possibilidade de largas centenas de milhares de portugueses poderem exercer o seu direito de voto (não se sabendo sequer se poderão e como poderão fazê-lo caso venha a ser permitido).

Mas, como em todas as eleições, além de olhar para o passado e para o presente, importa sobretudo fazer futuro e transformar o voto num exercício de racionalidade.

É, através da cruz que fazemos nesse dia à frente de uma candidatura, e não prescindindo de votar ou fazendo-o de forma inútil para o escrutínio final, que contribuímos para decidir o tempo que virá.

Ao formatarmos a composição da próxima Assembleia da República, sabemos de antemão quais as prioridades que serão mais valorizadas e as iniciativas que queremos evitar, contribuindo incontornavelmente para a escolha dos que liderarão o próximo Governo.

É curioso olhar para o cenário que temos pela frente a partir daqui. Braga, concelho e distrito, guindaram-se ao longo dos últimos anos ao papel de um dos principais motores do crescimento do país. Assim acontece na demografia, na cultura, na economia, na inovação, nas respostas sociais às franjas mais desfavorecidas da população.

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Na esmagadora maioria dos concelhos deste território emergem políticas qualificadas, assentes no envolvimento dos cidadãos, na cooperação interinstitucional, na afirmação de prioridades modernas como a sustentabilidade, a criatividade, ou a inclusão.

No próximo dia 30 de janeiro, os Portugueses, tal como os Bracarenses em particular, têm uma oportunidade única para transformar Portugal à imagem do sucesso trilhado por esta região. Uma oportunidade que não se pode desperdiçar.

*Presidente da Câmara de Braga

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