Opinião

Eixo de futuro

O Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular é uma associação de cooperação de municípios urbanos, que hoje agrega 35 cidades do Norte de Portugal e da Galiza e que tem desenvolvido um profícuo trabalho de estímulo à cooperação transfronteiriça entre estes territórios, sendo mesmo uma das principais referências ao nível da União Europeia.

Ao longo dos seus 28 anos de história, a composição do Eixo Atlântico sofreu alterações pontuais - fruto de mudanças das prioridades de diferentes lideranças municipais - mas o sentido geral foi sempre de crescimento, como o demonstram as quatro novas admissões a formalizar em 2021, em que se incluem as cidades portuguesas de Gondomar e Amarante.

Do ponto de vista programático, o Eixo sempre se assumiu como uma estrutura representativa deste vasto território que compõe a Eurorregião, quer na interlocução com as estruturas de governo europeia, nacionais e regionais, quer na promoção de ações de colaboração entre os seus membros.

Do desporto à cultura, do ambiente ao turismo, das infraestruturas às políticas imateriais, o Eixo Atlântico acumula um vasto cardápio de iniciativas, estudos e propostas públicas, marcadas pelo seu conhecimento profundo da realidade que representa, pelo espírito inovador e pela capacidade de mobilizar diferentes parceiros.

Nesta mesma senda, atento aos desafios resultantes da pandemia, com especiais impactos nas dinâmicas urbanas, o Eixo Atlântico organizou em setembro último a primeira Cimeira de Presidentes, em Pontevedra, numa realização que contou também com os contributos de vários especialistas, como os portugueses Carlos Moedas, Miguel Poiares Maduro e José Soeiro.

No documento que sintetiza as principais conclusões deste encontro, esta semana apresentado, o Eixo exige uma valorização crescente do papel das cidades, o estímulo aos processos de auscultação dos cidadãos, um novo modelo de governança que respeite o princípio da subsidiariedade entre os vários patamares da Administração e que partilhe os recursos disponíveis nos envelopes financeiros europeus.

Só assim será possível promover uma recuperação económica mais célere, cidades mais verdes, mais digitais e inteligentes, mais coesas e com melhor qualidade de vida.

PUB

Um percurso de que o Eixo Atlântico quer continuar a fazer parte, contando com a colaboração de todos, e apoiando incondicionalmente todos quantos pugnem também pelo desenvolvimento pleno da Eurorregião e pela justa concretização das suas ambições.

*Presidente da Câmara de Braga

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG