Opinião

Em cada selfie, Portugal

Em cada selfie, Portugal

A cidade de Braga recebeu este ano, com grande entusiasmo, as celebrações do 10 de junho - o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.

Ao longo de toda a semana, foram algumas centenas de milhares de pessoas aquelas que visitaram as Demonstrações Militares, que assistiram aos concertos das bandas dos três ramos das Forças Armadas, ou que acompanharam as cerimónias oficiais, com destaque para a multidão que, sob um sol tórrido, aplaudiu nas ruas o principal evento destas comemorações.

A cidade engalanou-se, mas foi sobretudo a intensa agenda preparada para a comitiva presidencial, ao longo de vários dias, que contribuiu para projetar as múltiplas dinâmicas em que o concelho pede meças às principais cidades europeias: na dinâmica cultural; na dinamização económica; na juventude; na inovação social; na valorização da educação; na inclusão; na integração e multiculturalidade; na sustentabilidade; no trabalho de articulação entre autarcas (com relevo para o papel das juntas de freguesia); até à sua internacionalização nas mais diversas frentes.

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Braga recebeu com muito apreço as Forças Armadas, e soube (re)aprender o fundamental papel que desempenham nos mais diversos domínios, nacional e internacionalmente.

E Braga recebeu com especial carinho o seu presidente, o "presidente do povo", num ano em que Marcelo Rebelo de Sousa repetiu à exaustão a importância do povo para a construção de Portugal e para o fortalecimento da portugalidade.

O presidente da República retribuiu com sorrisos, beijos e abraços o entusiasmo popular, dos residentes (nacionais e estrangeiros) aos turistas - sempre surpreendidos com a proximidade "impossível" nos seus países de origem. E, claro está com selfies. Milhares de selfies.

Aquela que alguns usam como imagem de marca para desmerecer a postura do atual presidente, rotulando-a de excessiva frivolidade para o detentor do cargo, é na verdade um poderoso instrumento de aproximação e levantamento do pulsar da população.

Mesmo para um fotógrafo ágil como o atual presidente, o tempo de ajustar a câmara e efetuar o disparo é mais que suficiente para registar os anseios dos jovens; para sentir o abandono dos idosos e reformados; para registar as queixas sobre o funcionamento da saúde; para receber convites e pedidos de apoio para sonhos e projetos; para escutar as sugestões de uma ação política mais vincada sobre o Poder...e a Oposição.

Nos milhares de registos digitais que leva na bagagem ou na memória, o presidente tem a fotografia cabal do país, pela voz do povo. O seu povo.

Presidente da Câmara de Braga

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