Opinião

O futuro é o melhor destino

O futuro é o melhor destino

Está intrínseco à natureza humana: muitas das opções que tomamos, daquilo que fazemos, dos sonhos que alimentamos, redunda numa dicotomia entre tempo e espaço, entre presente e futuro, entre o aqui e o além.

Para quem não tem uma visão fatalista, de cartas marcadas, daquilo que o tempo que virá lhe pode reservar, está mais que assumida a importância de tomar as rédeas do seu destino, assegurando as bases para alcançar cada um dos objetivos traçados.

No plano pessoal, isso acontece, quase instintivamente, em todos os contextos da nossa vida, da formação à atividade profissional, das nossas relações à dimensão familiar.

O mesmo pode acontecer na gestão pública se formos capazes de ultrapassar a pressão do dia a dia, o escrutínio incessante em busca de resultados imediatos, a necessidade de acorrer a ciclos eleitorais demasiado curtos.

A concretização de determinados objetivos requer todo um processo, recheado de etapas que perduram no tempo, que requerem paciência e determinação para que não exista a tentação de inverter a rota ao primeiro desaire no rumo traçado.

Na esmagadora maioria dos casos, em áreas tão diversas quanto a gestão financeira ou a dinamização económica; a valorização do meio ambiente ou o desenvolvimento cultural; a obtenção de resultados sustentáveis e a transformação das realidades pré-existentes requerem um trabalho continuado, quase silencioso, que crie os pilares de novos paradigmas.

Quando bem-sucedidos, o resultado vai muito para lá da satisfação pela concretização do objetivo traçado, configurando novas realidades e dinâmicas que antes se julgavam impossíveis de atingir, em vantagem para os próprios envolvidos e guindando-se a referencial para terceiros.

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Também aqui, o tempo e a distância voltam a ter um papel preponderante. Muitas vezes, só mais tarde e/ou de fora é mais fácil perceber o nível do sucesso atingido. E, talvez por isso, sejam muitos os que chegam para se juntar ao sucesso do caminho trilhado e para usufruir dos benefícios que o mesmo propicia já no presente.

Aliás, numa lógica de revolução estrutural, o poder público é o mero catalisador, o elemento unificador de uma visão partilhada e de uma mobilização coletiva, de instituições e cidadãos, comprometidos numa mesma ambição incontida e numa vontade de superação incontrolável.

Quando assim acontece, tudo é possível. E quando parecer que estamos apenas a tentar ser um melhor destino, estamos na verdade a garantir um muito melhor futuro.

Presidente da Câmara de Braga

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