Opinião

Sustentabilidade

Ao longo do próximo fim de semana, Braga acolhe no Mosteiro de Tibães (em versão digital) mais uma edição de um dos maiores eventos sobre a sustentabilidade no nosso país, o GreenFest.

Embora a Cidade dos Arcebispos receba apenas a terceira edição a Norte desta iniciativa, o GreenFest nasceu há já 13 anos, em Cascais, sob a batuta visionária do Pedro Norton de Matos, que sempre acreditou na importância de juntar os melhores exemplos, as práticas mais inovadoras e os agentes de todos os setores que lhes dão corpo, enquanto instrumento para impulsionar um compromisso coletivo com este tema.

Na altura, a sustentabilidade não teria seguramente o protagonismo dos nossos dias, seja nas prioridades políticas das diferentes estruturas de Governo, nos valores do tecido empresarial ou nos focos de interesse da generalidade dos cidadãos.

Num ano como este, falar de sustentabilidade é também a demonstração de que se é importante acorrer às questões mais prementes do dia a dia (como é o caso do combate à pandemia), jamais podemos descurar uma visão de longo prazo, integradora e mobilizadora, como acontece com o desenvolvimento sustentável.

Em cada vez mais cidades, este é um tema que está na primeira linha de prioridades, sendo que Braga não quis ficar à margem desta tendência, como bem o demonstram diferentes reconhecimentos.

A nível internacional, Braga foi elencada como uma das 88 melhores cidades do Mundo no combate às alterações climáticas e distinguida com a "classe A" pelo Carbon Disclosure Project.

A nível nacional, pela primeira vez, Braga foi distinguida com o galardão Bandeira Verde EcoXXI, atribuído anualmente pela Associação Bandeira Azul Europa aos municípios portugueses.

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Também a nível nacional, Braga se encontra na linha da frente na concretização dos Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, apresentando uma execução de cerca de 70%, segundo o projeto independente CESOP Local da Universidade Católica Portuguesa.

A importância da monitorização do desempenho estimulou-nos para assumir um novo desígnio, corporizado na apresentação pública do nosso primeiro Relatório de Sustentabilidade, que é, em si mesmo, uma medida de transparência e rigor por parte da autarquia.

No mais, ao ser enquadrado estrategicamente, totalmente adaptado ao território e aos compromissos para os próximos anos, e contendo uma estrutura municipal comum que dá resposta às necessidades informativas de distintos grupos de interesse, o Relatório é um acelerador destes objetivos, com impacto em toda a sociedade.

*Presidente da Câmara de Braga

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