Opinião

Inovação e mudança, acompanhando os tempos

Inovação e mudança, acompanhando os tempos

1. Participei nos passados dias 5 e 6 deste mês de maio, no 10.º Fórum Expresso XXI, Inovação e Mudança. Este tipo de iniciativas, passe a publicidade bem merecida, constitui um espaço importantíssimo para o debate fundamental sobre como caminhar com sucesso para um futuro recheado de incertezas, na vertigem das consequências políticas, sociais e económicas da evolução científica e tecnológica que temos vindo a viver desde sensivelmente a última década do século XX, associada às não menos profundas alterações do xadrez político europeu, emergente da queda do Muro de Berlim em 1989.

2. Vemos e sentimos um Mundo em mudança acelerada das políticas económicas, dos conceitos de negócio e das continuadas exigências de adaptação profissional, num quadro de competitividade global crescente, um contexto em que a missão das instituições do Ensino Superior (IES) é reconhecida como decisiva para fazermos esse caminho: pelo conhecimento que produzem e transferem para a economia; na formação de jovens e adultos, nomeadamente na formação ao longo da vida; através do fomento de uma cultura de inovação e empreendedorismo, no que tal significa de liderança de uma cultura de adaptação à mudança; e, na intervenção sociológica no sentido de assegurar um desenvolvimento equilibrado de valores humanos, de valores sociais e culturais. Uma missão a realizar necessariamente em diálogo e cumplicidade com a sociedade civil, nomeadamente com as empresas, e esperançosamente apoiada e articulada com políticas públicas claras de fomento da coesão territorial e num quadro jurídico de gestão adequado.

3. Têm, pois, as IES que dar o exemplo de "adaptação aos tempos", de compreender e enfrentar os desafios da mudança. Tem o Governo que adotar políticas de coesão territorial coerentes e dar o imprescindível espaço de autonomia e flexibilidade de gestão às IES, abandonando definitivamente a visão do controlo "burocrático-restritivo" prevalecente, tanto mais gravoso quanto gravosas são as dificuldades financeiras em que vivemos, em favor de políticas gestionárias assentes na visão de confiança, de "contratualizar e auditar", de "confiar e verificar". Estes são passos fundamentais para evoluirmos competitivamente neste Mundo global. Temos de enfrentar os desafios com convicção, em tempo útil, com resultados visíveis... acompanhando os tempos.

*PROF. CATEDRÁTICO, REITOR DA UNIV.DO PORTO

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