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Opinião

U.Porto - 106.º aniversário

U.Porto - 106.º aniversário

1.A Universidade do Porto (U.Porto) celebra amanhã o seu centésimo sexto aniversário, referido ao formalismo legal da promulgação, em 22 de março de 1911, do decreto do Governo Provisório da República que a fundou. Não releva para o presente contexto o detalhe histórico comprovado de que os seus antecedentes mais remotos se encontram no séc. XVIII.

2. Hoje, a U.Porto cumpre a sua missão de serviço público através de catorze faculdades, contando com mais de 2200 docentes e investigadores e mais de 1600 quadros técnicos não docentes. O seu orçamento consolidado com os institutos de interface de que é associada principal ronda os 270 milhões de euros. Enquadra a atividade de mais de 31 000 estudantes, dos quais mais de 3000 são estudantes de doutoramento e mais de 4000 são estrangeiros, oriundos de mais de 120 países. É responsável pelo maior Parque Universitário de Ciência e Tecnologia de Portugal, com mais de 250 empresas e de 2300 postos de trabalho altamente qualificado. Motiva anualmente mais de 70 000 participantes em eventos científicos, artísticos, culturais e desportivo, e cerca de 2000 voluntários nas suas ações de dimensão social. É uma instituição que pela sua reputação ganhou a confiança pública, em dimensão tal que a faz ser a mais procurada do país. Estes são factos e números de uma instituição cuja missão é servir Portugal e as grandes causas da ciência, da arte e da cultura da Humanidade.

3. À medida da sua responsabilidade atual e da sua história, particularmente pensando no extraordinário património humano e material que detém, a U.Porto enfrenta hoje desafios imensos. O maior e mais relevante é o da adaptação aos tempos, aos grandes desafios das conceções de organização multidisciplinar, seguidas pelas grandes escolas do Mundo, das novas pedagogias, das exigências de investigação e de valorização do conhecimento, e da promoção intransigente de valores humanistas, num Mundo que, sendo cada vez mais pequeno, atravessa um ciclo de questionamento desses valores e de dificuldades de diálogo civilizacional. Num quadro conjuntural obviamente difícil para todos, em tempos de retração, de óbvio subfinanciamento público, que perduram há seis anos, a U.Porto tem sido capaz de contribuir de forma marcante para o desenvolvimento nacional, e assim continuará, nas pontes que vai manter e fortalecer com as pessoas, com as instituições e com o Mundo.

PROF. CATEDRÁTICO, REITOR DA UNIV. DO PORTO

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