Opinião

Políticas de desenvolvimento - mudar 2.0

Políticas de desenvolvimento - mudar 2.0

1. Escrevi sobre este tema, nesta mesma coluna, em 1 de dezembro de 2015. Revisito-o um ano depois, em tempo de balanço, antecipando três ideias centrais: (i) as prioridades mantêm-se; temos de fortalecer a nossa capacitação institucional e nacional através de cooperação articulada em várias dimensões, particularmente de âmbito regional, nacional, europeu e do mundo da lusofonia; (ii) o enquadramento político, nacional e internacional, evoluiu significativamente, razão pela qual é necessário revisitar a estratégia de cooperação política que crie condições para promover a mudança; (iii) a urgência, essa é crescente porque o relógio não para. É tempo de evoluirmos para a versão "mudar 2.0", usando terminologia adaptada aos tempos!

2. Centro-me no desenvolvimento regional. A Universidade do Porto, a Universidade do Minho e a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro deram, em janeiro de 2015, um passo histórico de cooperação com a constituição do consórcio das Universidades do Norte - o UNorte.pt. Este consórcio tem feito um esforço sem precedentes de aproximação regional, para ganhar dimensão territorial, a favor da coesão e massa crítica competitiva nos planos nacional e internacional. Está a desenvolver importantes projetos de formação pedagógica de docentes, de ensino à distância, de fomento da inovação, de introdução de boas práticas de modernização administrativa, de articulação na ação social e de cooperação no desporto.

3. Mas, a agenda crucial para o nosso desenvolvimento económico e social nos tempos mais próximos é a da investigação e da valorização do conhecimento. Aí, a UNorte.pt preparou projetos estratégicos para a região, nos eixos estruturantes da estratégia regional de especialização inteligente e em termos que significam o fortalecimento da cooperação com as empresas e com os agentes da cultura. É uma iniciativa fundamental que passa necessariamente pelo seu enquadramento nos programas regionais, isto é, pela articulação com a CCDR-Norte, o que significa com as políticas do Governo. É por aqui que passa o nosso crescimento económico, necessário para a diminuição das grandes assimetrias de desenvolvimento regional que todos observamos e para a resolução dos problemas sociais que todos percebemos e sentimos. Só por aqui passa o futuro que existe.

PROF. CATEDRÁTICO, REITOR DA UNIV.DO PORTO

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