Opinião

#BigBrother

Existem duas versões no posicionamento intelectual face ao "Big Brother": uns detestam e outros adoram.

Dentro do primeiro segmento, é ainda possível identificar a subclasse daqueles que, alinhados com o que entendem ser politicamente correto, preferem ver às escondidas ou, para ser mais claro, optam por dizer que se estão a marimbar para o assunto, o que não tem mal nenhum, pois trata-se de uma mentirinha inofensiva. Claro está, admitir também não causaria mazelas, parece-me. Sempre que posso, se não adormecer antes, vejo o "Big Brother". Não é que goste de estar sentado no sofá a receber a sabedoria e a idiotice daquele grupo de jovens confinados. É mesmo pelo apresentador. O Cláudio Ramos fica fantástico no personagem celebrizado por Teresa Guilherme. Ao contrário do que dizem as más-línguas, até acho que o desempenha melhor, porque lhe adiciona gritos. Sim, ver e ouvir o Cláudio aos berros, a dar ralhetes aos concorrentes, com as veias do pescoço prestes a colapsar e sem perceber que ninguém o escuta devido a um problema técnico é um espetáculo extraordinário. Dos poucos capazes de transformar lixo televisivo em pérolas falsas.

*Jornalista