Opinião

#coragem

Alguém teve a boa ideia de me fazer chegar uma carta anónima com algumas considerações interessantes.

Gosto de coisas sem remetente porque me permitem sonhar e, simultaneamente, continuar a divertir-me com os corajosos que não hesitam em atirar a pedra com a mão bem escondida.

Ser anónimo está na moda. Há quem se dê ao trabalho de criar e-mails falsos, perfis imaginários e depois desate a disparar na direção de quem o incomoda, procurando distribuir umas granaditas pela frincha da porta, tudo porque não têm coragem de fazê-lo pelo portão da frente.

Se considera um excesso afirmar que esta é uma prática cada vez mais comum, é porque lhe passaram ao lado, por exemplo, as redes sociais, um campo aberto para atiradores acagaçados e personalidades recalcadas. Dá que pensar.

Se as redes democratizaram a opinião, que sentido faz esconder ou dissimular? A explicação pode até ser muito simples, pois o mais provável é que resida na falta de coragem para mostrar quem realmente somos e o que pensamos, investindo num personagem alternativo que tem como principal característica a covardia, independentemente da natureza e pertinência da crítica.

*Jornalista

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG