Opinião

#golo

Quando um jogador falha de baliza aberta, os adeptos levam as mãos à cabeça. Mas perdoem lá os rapazes, ninguém mais do que eles quer festejar.

Quem já praticou desporto sabe do que estou a falar. As maiores oportunidades, de resto, nem são os jogadores que as desperdiçam. Há quem esbanje escandalosamente, ano após ano, e mereça sempre aplausos, até dos críticos mais acutilantes. Refiro-me, claro, aos dirigentes.

Logo à noite há F. C. Porto-Benfica, o Moët & Chandon do nosso futebol. As duas equipas mais excitantes do campeonato. Conjuntos muito diferentes, mas iguais na coragem e vontade de vencer. Com dois bons treinadores. Com jovens artistas e malabaristas experientes, todos puros na classe. O melhor que temos, separado por 90 minutos e um ponto na tabela.

Ora, perante isto, em vez de falarem de bola, de promoverem o jogo, os dirigentes passam a semana em manobras de diversão, contas, doping e acusações. Felicidades para quem for ao estádio, independentemente da cor. Aos outros, um conselho: desliguem a TV após o jogo.

*Jornalista