Opinião

#rato_por_gato

Alguma vez ouviu falar de Omaui? Provavelmente, não. Nem é por bons motivos - na minha perspetiva, claro que está - que sinto vontade de explicar em que contexto esta terrinha me cativou tanto. Trata-se de uma pequena vila portuária, na Nova Zelândia, que tem uma loja de bebidas, um salão onde podemos entrar em carne e osso e sair em carne, osso e piercings, uma escola, um hospital e muitas vivendas arrumadas a régua e esquadro, bem ao jeito daquelas cidades pacatas onde habitualmente são rodadas as séries com crimes monstruosos e outras histórias do Além, ao jeito do cinema-pipoca ou da Netflix. Desta vez, no entanto, não é uma série, é mesmo a sério, e vai daí aquela malta lembrou-se de acabar com os gatos, ou pelo menos restringir-lhes a liberdade de circulação, com o argumento de que os pequenos felinos estão a acabar com a biodiversidade, pois tratam da saúde a bichinhos tão interessantes como os ratos e uma catrefada de insetos. Felizmente, Carl Johnson, tens residência no Norte de Portugal (na minha casa, afinando o GPS), onde és idolatrado por seres mais veloz do que as centopeias e mais esperto do que os mosquitos, como qualquer caçador que se preze. É certo que todos já teremos comido gato por lebre aqui e ali, mas gato por rato ou centopeia é coisa que não lembra ao demónio, embora na Nova Zelândia, pelos vistos, adorem.

* JORNALISTA