Opinião

#calçasnamão

As pragas continuam à solta e bem dissimuladas, já não chegam na forma de nuvem de insetos ou excremento de gaivota, pelo que nestes dias do fim (de semana) todos os sentidos são poucos para nos defendermos do mal.

A evolução da espécie, prevejo, há de dar-nos um sexto sentido - diferente do atual, que é um claro atentado à igualdade do género, uma vez que privilegia a Mulher - dotando-nos da faculdade de detetar dispositivos eletrónicos sem utilizar o olfato, a visão, a audição, o paladar ou o tato. Uma coisa muito evoluída, na linha daquelas engenhocas que os ladrões usam para saber se transportamos um computador portátil na bagageira do carro. Mas vamos ao que interessa. Depois de na passada semana ter alertado, neste espaço, para um robô de cozinha que nos escuta as conversas, desta vez o perigo são as tomadas que nos vigiam. A queixa apresentada por um grupo de turistas à PSP não deixa dúvidas. Havia microcâmara escondida com a tomada de fora num alojamento local de Matosinhos. Ainda por cima, na casa de banho, seguramente um dos espaços mais democráticos da sociedade, talvez o único onde também os ricos, tal como os pobres, ficam com as calças na mão.