Opinião

Vassourada ou demissão

Vassourada ou demissão

Estarão os dirigentes preparados para promover inovações suscetíveis de tornar o futebol mais credível?

A resposta lógica só pode ser afirmativa - sim, claro - exceto no caso português, onde todas as boas ideias, quando não morrem à nascença, acabam por ser destruídas. É o que está acontecer com o videoárbitro (VAR). Há um par de meses, também neste espaço, escrevi sobre a forma como os responsáveis dos clubes tratam o sistema de videoarbitragem. Agora, na minha perspetiva, o problema agrava-se, pois quem está em causa são os responsáveis da Federação Portuguesa de Futebol, o Conselho de Arbitragem, liderado por Fontelas Gomes, concretamente. Mas estará tudo perdido? Não. E vou explicar porque penso haver uma solução para impedir que a vergonha seja ainda maior.

No fim de semana, no Rio Ave-Benfica, um fora de jogo de João Félix no segundo golo das águias ficou por assinalar. O árbitro não viu, o assistente também não. Chegamos, então, ao VAR ou ao AVAR, Luís Godinho e Rui Teixeira, respetivamente, que, sentados atrás da secretária e com os monitores à frente, também não foram capazes de detetar a infração, apesar de o jogador estar, digamos, um metro à frente do último defesa do Rio Ave. Só posso concluir que, pelo menos um deles, não tem condições para as funções - está no grau máximo da incompetência e, por isso, não as pode continuar a desempenhar. Sejamos claros: deve ser afastado. Para sempre.

Só há uma maneira de o próprio Fontelas Gomes não se chamuscar com tudo isto: despedir os VAR que têm falta de qualidade técnica, de coragem, ou problemas de visão. Só o adeus a árbitros como Luís Godinho e/ou Rui Teixeira credibilizará o VAR e, no limite, o próprio futebol português. Ou seja, voltamos ao princípio, está tudo nas mãos dos dirigentes, do presidente do Conselho de Arbitragem e até do líder da Federação. Ou varrem a incompetência, ou a incompetência há de varrê-los a eles.

*EDITOR-EXECUTIVO