Opinião

#IRScativado

Não sei se o Ministério das Finanças enfrentou problemas na hora de escolher quando fez desaguar naquele dique rebentado chamado Novo Banco mais 850 milhões de euros.

Nem o primeiro-ministro sabia da transferência, mas penitenciou-se logo a seguir, sem se livrar de uma onda de críticas. Estava tudo acertado desde fevereiro. E a palavra não pode falhar. Concordo. É importante sentir que vivemos num Estado cumpridor e de máquina oleada na relação com contribuintes, coletivos e singulares.

Pelo que tenho ouvido sobre as devoluções do IRS, parece é que nem todos são tratados da mesma maneira. Com os bancos, o Estado é zeloso; com os trabalhadores, parece estar a derrapar com estrondo, tantas são as queixas de páginas da Internet congeladas com a mensagem "declaração certa".

A devolução do imposto segue, este ano, a um ritmo bem mais lento do que é habitual, isso já se tornou uma evidência, faltando esclarecer se o problema reside na falta de liquidez ou de sensibilidade.

Ou ainda da soma destes dois fatores, pois os euros voam depressa para os cofres dos bancos e a passo de caracol para os bolsos dos trabalhadores. A culpa, essa, morrerá casada com a covid-19. Vai uma aposta?

*Jornalista

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