Opinião

O pior é sempre possível

O pior é sempre possível

Quando devia estar a tratar da preparação da nova época num clima de tranquilidade, o Sporting vive dias complicados e, não obstante o Conselho Diretivo ter dado pistas sobre a composição do plantel para 2018/19, em nova fuga em frente no sentido de tentar passar uma imagem de normalidade, a realidade está longe de ser essa. O futuro do leão parece apontar mais na direção de uma batalha jurídica do que de um ataque certeiro ao mercado. Ainda sem treinador e depois de perder vários jogadores nucleares, vivem-se dias de incerteza e muito penalizadores para uma instituição que merece ser respeitada.

Infelizmente, na perspetiva dos sportinguistas e até do desporto português em geral, isso não está a acontecer. Chegados ao ponto em que nem Bruno de Carvalho sai, nem a Mesa da Assembleia-Geral abdica da intenção de o mandar embora, as cenas dos próximos capítulos remetem-nos para a justiça. Parece inevitável. Mas convém não resumir tudo isto à batalha jurídica pela cadeira do poder.

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Os últimos meses dizem-nos que, no Sporting, cada dia pode ser pior do que o outro, mesmo quando o limite da vergonha, ou da falta dela, parece ter atingido o ponto de saturação. Com a temperatura da discussão a rebentar termómetros, é necessário que os dirigentes tratem, rapidamente, de colocar algum gelo na argumentação, sob pena de a desorientação sair dos gabinetes e cair na rua. Se a generalidade dos seguidores do leão é ordeira e pacífica, o mesmo não se aplica às franjas que se movimentam junto das claques, por exemplo. Os acontecimentos de Alcochete provam que todo o cuidado é pouco e, com duas assembleias-gerais à porta, o melhor é prevenir. Portanto, nesta altura, mais do que providências cautelares, exige-se é cautela e bom senso em Alvalade.

* EDITOR-EXECUTIVO-ADJUNTO

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