Opinião

#saudades

São muitos os estudos que garantem que o Facebook está em queda. Depois dos velórios do Orkut e do hi5, estará a malha de Zuckerberg a entrar na terceira idade?

A tendência parece ser essa, mas dificilmente alguém avançará com segurança para uma sentença absoluta. Vale mais esperar para ver.

Mas é inegável que já sinto saudades. Descontando as notícias falsas sobre a pandemia, que continuarão a aparecer como areia no deserto noutro sítio qualquer, não vejo nada de bom nesta indicação de fim à vista.

Sem Facebook, como vamos saber se o Sol já se pôs, em quem votou aquele malandro que meteu a foto com o boletim, o que comeu o vizinho ou onde está a passar férias aquele tipo tinhoso que na infância até foi nosso amigo?

Pior ainda é a indefinição de precisarmos de escolher em que rede social passaremos a deixar aquele lamento por um reles dia de chuva, ou aquele hossana ao cheirinho a terra molhada quando chove. Já para não falar na quantidade de votos de feliz Natal, feliz Ano Novo, feliz Carnaval, feliz Dia do Animal que deixaremos de receber. O mais certo é precisarmos mesmo de voltar à pré-história, esse tempo longínquo em que se falava com a pessoa do lado.

Jornalista

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