Opinião

#tradição

A ansiedade toma sempre conta de mim no início de dezembro. Atinge o nível máximo uma semana antes do Natal, quando começam a aparecer na Comunicação Social os cardápios da programação televisiva para as festas.

Depois do que se passou no ano de 2020, sabíamos que o arranque de 2021 representava o enterro de um ciclo, mas, caramba, nunca pensei que a coisa fosse assim tão dramática. Enterrar tradições como a de passar em canal aberto os filmes "Sozinho em casa" ou "Música no coração" é uma obscenidade. O Kevin e a família Von Trapp não mereciam desaparecer dos serões desta maneira, remetidos ao cabo e à fibra, como se houvesse quem os substituísse. Não há! É como acabar com o bacalhau na consoada ou tirar a Teresa Guilherme do "Big brother". Pensando melhor, ainda há esperança: o Cláudio Ramos tentou e na temporada seguinte estava reposta a normalidade. Esperemos que o próximo Natal nos traga de volta a tradição e, com ela, o glorioso triunfo da família Von Trapp no festival de música de Salzburgo.

Jornalista

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