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Alopécia: Jada Smith não é caso único entre famosos

Alopécia: Jada Smith não é caso único entre famosos

Várias atrizes têm assumido a luta contra a perda de cabelo. Doença autoimune atinge também os homens mas é mais notada nas mulheres, que têm de lidar com o estigma.

A polémica que se instalou após o ator Will Smith agredir o comediante Chris Rock por este ter feito uma piada sobre a sua mulher, Jada Smith, não ter cabelo, chamou a atenção para a alopécia. Até porque a atriz não é exemplo único no mundo dos famosos, havendo várias figuras da sétima arte que sofrem da mesma doença autoimune ou semelhante.

Numa profissão em que a imagem vale ouro e papéis, em 2020, Ricky Lake partilhou no Instagram que lutou "contra a perda de cabelo durante toda a vida adulta", reconhecendo que tem sido "embaraçoso, doloroso, deprimente, solitário". "Houve momentos em que cheguei a ter impulsos suicidas", admitiu, notando que as gravidezes, tratamentos capilares, hábitos de alimentação e o stress estiveram na origem.

Alyssa Milano também foi afetada, reconhecendo ser difícil, "principalmente quando se é uma atriz e muito da sua identidade está ligada a coisas como ter um cabelo longo e sedoso e uma pele boa". No caso de Viola Davis foi o stress que, a partir dos 18 anos, contribuiu para a alopécia areata. Adotou perucas que, na série "How to get away with murder", a sua personagem tirou, deixando à vista o cabelo curto e natural.

Keira Knightley usou postiços durante mais de cinco anos, à conta de colorações para dar vida a diferentes personagens. O trabalho na moda e os muitos penteados e extensões afetaram ainda a top model Naomi Campbell, que teve que lidar com alopécia por tração que, como explica o médico e diretor e coordenador clínico do Grupo Insparya, Carlos Portinha, "é um problema real e que afeta muito as mulheres que, por exemplo, andam com o cabelo amarrado".

Ainda sobre o que aconteceu nos Oscars, a Fundação Nacional de Alopecia Areata (NAAF), com sede na Califórnia, frisou que "a alopécia não é uma piada" e que afeta cerca de 147 milhões em todo o mundo, podendo "ter um impacto emocional, psicossocial e mental significativo". De acordo com Carlos Portinha, "na nossa sociedade, a alopécia é vista como um estigma, principalmente quando esta atinge mulheres. Normalmente as pessoas reagem com pena porque acham que a mulher pode ter outra doença mais grave, como um cancro. Outras vezes o estigma deve-se ao facto de a mulher com alopécia não cumprir com os cânones de beleza estabelecidos".

Polícia chamada

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Na ressaca dos prémios da Academia, anteontem a polícia esteve em casa de Will Smith, em Calabasas, no condado de Los Angeles, mas nada ter a ver com a bofetada dada a Chris Rock, que não apresentou queixa pelo sucedido. As autoridades foram chamadas por causa de um drone que sobrevoava o bairro onde vive o último vencedor da estatueta de melhor ator.

Como Smith está no centro das atenções, os agentes tentaram perceber se era um paparazzi, mas já não conseguiram localizar o aparelho.

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