Plateia

Cannes: elegância e ousadia sem máscaras na Croisette

Sara Oliveira

Eva Longoria, atriz e realizadora americana

Foto Christophe Simon/ Afp

Abertura do festival volta a ser marcada pelos visuais das atrizes que desfilaram na passadeira vermelha. Escolhas ecléticas destacaram estilos e personalidades.

Em Cannes, depois de dois anos de privações por causa da pandemia, o cinema celebra-se de novo sem máscaras e e com muito brilho na passadeira vermelha. A 75.ª edição abriu ontem, ao final da tarde, com a exibição de "Coupez!" devolvendo o glamour à Croisette.

As mulheres estiveram em destaque, muito à conta dos vestidos que elegeram. De preto, mas transparente, Eva Longoria foi das mais notadas com uma criação da marca italiana Alberta Ferretti, que combinou com joias Chopard. Também com raízes mexicanas, a atriz e modelo Patricia Contreras desfilou elegância com um vestido-capa imponente.

Prova de que a moda é cada vez mais livre, houve modelos para todos os gostos. Uns mais românticos, outros mais arrojados, mas todos impactantes e a honrar o estatuto do festival. De verde esperança, a atriz francesa Eye Haïdara apostou numa reinterpretação da indumentária das deusas gregas à medida dos tempos modernos, enquanto a espanhola e jurada Rossy di Palma elegeu a ousadia de um vestido smoking Saint Laurent e joias Boucheron para se demarcar. Mais do que estilo, assistiu-se a uma montra cheia de personalidade e a inspirar os 11 dias de evento que se seguem.