Denúncia

Caso Carolina Deslandes: cantora queixa-se de ser "roubada", bar do Porto nega acusações de maus tratos

Sara Oliveira

Carolina Deslandes

Foto Paulo Spranger/global Imagens

Cantora diz que ficou sem casaco, mala e um par de ténis, antes de atuar, e que foi maltratada pelo proprietário do Hot Five, que ao JN garante estar "de consciência tranquila".

Um dia depois de ter estado no Porto para participar no concerto que a também cantora e amiga Irma deu no bar Hot Five, Carolina Deslandes usou as redes sociais para revelar que lhe roubaram a mala, o casaco e uma caixa com uns ténis dentro do espaço, quando as duas se preparavam para atuar.

"Cheguei para fazer o ensaio de som, na sala de espetáculos, e pousei as minhas coisas na cadeira. Fiz o ensaio de som e a seguir fomos maquilhadas e penteadas na casa de banho. Eu disse à Irma que não ia estar a levar as minhas coisas, ia deixá-las ali", conta. Carolina lembra que o clube ainda estava fechado e que se apercebeu de que lhe tinham levado as coisas quando as equipas de produção regressaram do jantar, ao qual ela e Irma não foram.

No vídeo publicado no Instagram, a artista queixa-se que o proprietário do bar, apesar de se ter prontificado a ver as imagens na câmara de videovigilância, demorou duas horas a fazê-lo, preferindo abrir as portas ao público.

Contactado pelo JN, o dono do Hot Five, Alberto Índio, garante estar "de consciência tranquila", antes de dar a sua versão do sucedido. O também músico explica que o espaço foi cedido a uma produtora, Casulo, que organizou o espetáculo. "Às 16.30 horas abri a porta e entreguei as chaves às pessoas da produção. Quando saíram para jantar, inadvertidamente, alguém deixou a porta do palco aberta e foi nessa altura que as coisas desapareceram. Quando eu chego às 9 da noite já tinha muita gente à porta e lá dentro andavam à procura das coisas da Carolina." Índio lembra ainda que "foi o road manager da Irma que pediu para não ver as imagens antes do concerto, pois a Carolina podia enervar-se e já não querer atuar". Entretanto, já avançou com uma queixa na polícia, "visto que houve um assalto que foi documentando".

Acusado por Carolina de ser "uma pessoa mal formada", Índio também nega que não lhe tenha dirigido a palavra, reconhecendo que, de facto, houve um problema com os cartões de consumo, pois "ela estava com quatro amigos e só pagaram três cartões". "Mas eu nem estava na caixa, ao contrário do que ela diz", conclui Alberto Índio.