Entrevista

Sílvia Chiola em cena na TVI e RTP1 com vontade de conquistar o mundo

Sara Oliveira

Sílvia Chiola

Foto Joana Correia

Atriz pode ser vista diariamente na novela "Para sempre" e às quartas em "Causa própria". Também estudou música.

Dona de uns olhos verdes cativantes e longos cabelos ondulados, Sílvia Chiola tem encantado no papel de Joana Novais na novela da TVI "Para sempre". Ao mesmo tempo, estreou-se na RTP1 como Clara na série "Causa própria". Passo a passo, vai conquistando espaço na ficção nacional.

O projeto agora exibido na estação pública "foi intenso e incrível". As gravações duraram um mês e meio e a atriz de 25 anos reconhece que foi uma grande aprendizagem: "Pude contracenar com atores que admiro e trabalhar com um realizador [João Nuno Pinto] com um método que me fascinou". No final, como descreve, às quartas-feiras chega "um novo episódio cheio de suspense, drama policial e alguma risota".

Já em "Para sempre", Sílvia é o elemento conciliador numa família com segredos e problemas. Por isso, "fazer a Joana deu-me oportunidade de explorar uma realidade que não é assim tão próxima de mim, o que é bastante exigente mas muito enriquecedor". Na ficção, é filha de Marina Mota (Antónia Novais), "um privilégio que traz uma grande responsabilidade. A Marina é uma pessoa que eleva o nível de exigência em qualquer projeto em que participe, pela forma como se entrega e se dedica inteiramente a tudo aquilo que faz. Foi uma autêntica escola e um verdadeiro exemplo de como ser uma excelente pessoa e profissional tanto dentro como fora de platô".

Sílvia Chiola sempre quis ser atriz, mesmo sabendo da instabilidade da profissão. Por isso, diz-se "recetiva à imprevisibilidade da vida", sem deixar de "idealizar e sonhar a longo prazo". "Os meus planos são evoluir como pessoa e tornar-me melhor atriz", acrescenta. Caso não tivesse seguido a representação, admite que "certamente iria procurar outro meio de expressar" a sua criatividade. Até porque também estudou música, consciente de que "um ator tem de ser o mais versátil possível e quantas mais coisas conseguir aprender, melhor".

"Trabalhar para lá de Portugal, conhecer outros modos de fazer teatro, cinema e de viver tudo isso" é um objetivo assumido pela intérprete, que se vê "a fazer espetáculos e filmes em qualquer parte do mundo". Enquanto isso não acontece, subirá ao palco de 15 a 27 de fevereiro com "Guerra", a partir de um texto de Lars Norén encenado por Ivo Alexandre, no Teatro Boutique da Cultura, em Lisboa. Além de continuar no ar com os projetos na TVI e RTP1 e ter outros desafios a chegar.