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Ana Brito e Cunha aborda a assexualidade em nova novela

Ana Brito e Cunha aborda a assexualidade em nova novela

Na pele de Florinda, atriz promete aproximar-se do público em "Festa é festa", que estreia segunda-feira na TVI.

Cinco anos depois, Ana Brito e Cunha está de regresso à TVI para interpretar uma aldeã que a obriga a sair da sua zona de conforto. Na novela "Festa é festa", que se estreia na próxima segunda-feira, atriz dá vida a Florinda, a mulher de Bino, o burlão da aldeia onde decorre a ação.

A par da fé que a descreve, a personagem "tem a questão da assexualidade, que é um tema que se tem que levar a sério, mas também vai enganar o público". Ana não quis avançar muito na história, mas prometeu "aproximar a Florinda das pessoas" com a abordagem de algo que existe mas que ninguém assume. Numa conversa com jornalista, a protagonista assumiu-se pronta para quebrar tabus, mesmo com algumas reservas impostas pelo papel. A falta de atração sexual é uma das suas características na ficção, mas o fim ainda está em aberto.

Afastada das novelas nos últimos anos para, por opção, se dedicar ao filho, Pedro, agora quase com quatro anos, quando decidiu voltar os convites não tardaram. Por isso, antes de "Festa é festa", Ana Brito e Cunha fez uma participação de dez episódios em "A serra", na SIC. "Acabei numa sexta e sou contratada para começar na segunda-feira a seguir", contou, satisfeita por um projeto ter vindo a seguir ao outro e com "personagens muito diferentes". É que, se na TVI, é uma mulher da aldeia, na concorrência dá vida "a uma beta de Cascais".

Numa altura em que o assédio sexual no meio televisivo está na ordem do dia, depois de Sofia Arruda retratar-se como vítima, Ana Brito e Cunha disse nunca ter passado por algo similar. No entanto, "isto é muito difícil... O que é conquista e o que é assédio? Há uma linha muito ténue. É claro que existe e o importante é que as pessoas estejam preparadas", acrescentou. Reconhecendo que, às vezes, pode ser "um bocadinho mais quadrada", considerou ainda "que quem anda à chuva molha-se" e que o problema também "tem a ver com os valores e limites que cada pessoa tem". Sem conhecer a história de Sofia, mas curiosa, encarou-a como "uma chamada de atenção para quem está a começar".

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