Recuperação

Ângelo Rodrigues: reconstrução da perna é a etapa que se segue

Ângelo Rodrigues: reconstrução da perna é a etapa que se segue

Uma semana depois de ter deixado de estar em coma induzido, Ângelo Rodrigues começou uma nova etapa na sua recuperação: a reconstrução da perna esquerda, que esteve em risco de amputação depois de uma septicemia e de uma situação necrotizante por causa de uma injeção. Mas foram os tratamentos hiperbáricos, com oxigénio puro, que o salvaram.

"É um processo que vai começar em semanas. Primeiro, é preciso repor parâmetros vitais (eliminar anemia, problemas com rins ou fígado), continuar com a oxigenoterapia hiperbárica e manter medicação (sobretudo antibióticos e vasodilatadores). Paralelamente, deve-se estar atento ao seu estado psicológico, que é de depressão. E planear enxertos de tecidos e de pele para reconstruir a zona afetada", afirmou na sexta-feira, ao JN, o médico Biscaia Fraga, especialista em cirurgia estética e reconstrutiva.

O ator terá feridas em cicatrização desde a anca ao pé esquerdo, num processo acelerado pelos tratamentos na câmara hiperbárica do Centro de Medicina das Forças Armadas, em Lisboa, iniciados na segunda-feira a um ritmo maior devido ao risco de amputação.

Livre de perigo de vida e fora dos cuidados intensivos do Hospital Garcia de Orta, em Almada (está nos intermédios desde sexta-feira), Ângelo Rodrigues recupera de uma infeção generalizada que lhe causou uma paragem cardiorrespiratória, o levou a coma induzido e exigiu quatro intervenções cirúrgicas. O recurso a tratamentos hiperbáricos salvou-lhe a vida, como tem salvado outras naquele hospital militar e no Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos.

Quatro mil tratamentos

"A prioridade são sempre os doentes críticos. Há 13 anos que tentamos reverter situações complicadas, que podem ser ósseas (temos pacientes com lesões feitas na Guerra Colonial), cegueiras súbitas (devido a AVC), feridas após radioterapia ou situações necrotizantes. A oxigenoterapia é antibiótica, cicatrizante, ajuda à reconstrução de tecidos. Temos quatro mil tratamentos por ano e a tendência é vir a aumentar porque há uma maior divulgação", salientou fonte ligada à unidade de Matosinhos. Quatro médicos, cinco enfermeiros e quatro técnicos acompanham os mais de 200 pacientes que, anualmente, passam pelo Pedro Hispano.

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O que esteve na origem da septicemia do ator ainda não foi desvendado. A família terá pedido reserva ao hospital e a agência que o representa é parca em informações. O que se diz é que terá administrado testosterona e, a partir daí, apresentado sintomas de infeção. Na primeira ida ao hospital, Ângelo voltou para casa com assistência médica. A 22 de agosto, seis dias depois da última foto que partilhou nas redes sociais, na Madeira, foi internado de urgência, ficando com "prognóstico reservado" e falência renal.

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