Televisão

BB2020 estreia a pensar na "Revolução"

BB2020 estreia a pensar na "Revolução"

É exatamente um dia depois da comemoração do 25 de Abril de 1974 que a TVI estreia o "Big brother 2020", que promete, à sua maneira, ser também uma "revolução" nos conteúdos televisivos.

Uma casa moderna e inteligente, localizada na zona de Mafra, vai receber os concorrentes, confinados 24 horas por dia e vigiados por centenas de câmaras... e milhares de telespectadores.

Mas a TVI não quer que a "revolução" fique por aqui. O desejo da estação liderada por Nuno Santos é voltar a ganhar audiências que possam combater a liderança consolidada da SIC. Ao novo BB, a SIC responde com Andreia Rodrigues e mais uma temporada de "Quem quer namorar com o agricultor?"

O "BB2020" deveria ter estreado há um mês, mas o facto de a produção implicar centenas de profissionais, aliado à chegada da Covid-19, ditou o adiamento.

Cláudio Ramos, o apresentador, entendeu a decisão da Direção de Programas e partilha com o JN o que aproveitou para fazer em março. "Sou muito prático. A partir do momento em que se mudou a data, foquei-me no que era importante. Agilizei as minhas atividades domésticas e tento distrair-me ao máximo, para que o isolamento custe menos", começa por referir.

"Aproveitei também o tempo para me preparar. Um projeto desta natureza implica preparação. Como é um registo diferente do que tenho feito, obriga a estudo e a pesquisa. Foi isso que fiz".

Cláudio Ramos terá a primeira "prova de fogo" a partir de domingo, 26 de abril, na companhia de Maria Botelho Moniz - que também transitou da SIC - e de Mafalda Castro. Como comentadora do programa estará Ana Garcia Martins, conhecida autora do blogue "A Pipoca Mais Doce". Alguma imprensa chegou a dar como certo o regresso de Teresa Guilherme, mas ainda não é desta que a "rainha dos "reality-shows"" volta ao papel que desempenhou já 20 anos.

"Tenho o desejo de apresentar um programa do qual gosto muito, um fenómeno com 20 anos que se adaptou à passagem do tempo e que vai durar mais 20 anos", acredita Cláudio Ramos. Sobre os concorrentes, a sua descrição é simples: "São pessoas como nós, sem estereótipos. Pessoas reais. Podia ser o meu irmão, o meu amigo, a minha mãe".

Sobre a saída, com muito alarido, da SIC, uma palavra final: "Informei a Cristina Ferreira e o Daniel Oliveira. Não estava precário na estação e prestava serviços. Não saí por causa do dinheiro, mas porque o diretor de Programas da TVI Nuno Santos me convenceu".