Separação

Bill e Melinda Gates oficializam divórcio sem divulgar partilha de bens

Bill e Melinda Gates oficializam divórcio sem divulgar partilha de bens

Um juiz do Tribunal Superior do condado de King, no estado norte-americano de Washington, assinou na terça-feira o decreto de dissolução do casamento de Bill e Melinda Gates, sem divulgar detalhes como o casal dividiu os bens.

De acordo com o jornal "The New York Times", os registos públicos revelaram que milhares de milhões de dólares em ações foram transferidos para o nome de Melinda French Gates, após o anúncio público do fim da relação de 27 anos, em maio.

O acordo de divórcio que determinou a divisão dos bens "não foi apresentado em tribunal". Não ficou claro, por exemplo, quem ficará com a propriedade junto a um lago nos subúrbios da cidade de Seattle, segundo o jornal nova-iorquino.

O "The New York Times" adianta também que não foi necessário fazer qualquer acordo de custódia, uma vez que os três filhos do casal têm mais de 18 anos.

Ainda é acrescentado que nenhuma das partes pediu uma alteração formal de nome, embora Melinda Gates tenha usado publicamente o nome de família em conjunto com o de casada, desde a separação.

O cofundador da Microsoft, Bill Gates, e a sua ex-mulher, Melinda Gates, vão continuar a trabalhar juntos como copresidentes e curadores da Fundação Gates, anunciou o diretor executivo da organização sem fins lucrativos.

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"Isto faz parte de um acordo privado entre os dois, como parte de um entendimento de divórcio mais amplo. Ambos me garantiram [...] que as suas intenções e compromissos incluem serem copresidentes e curadores da fundação a longo prazo. E é exatamente isso que estamos a planear", disse o diretor executivo Mark Suzma em entrevista à agência AP.

No entanto, se após dois anos Bill e Melinda decidirem não continuar nas suas funções conjuntas, a ex-mulher renunciará aos cargos de copresidente e curadora.

Se Melinda Gates se demitir, o cofundador da Microsoft irá comprar a sua parte da fundação, uma das maiores organizações de caridade privadas do mundo, recebendo recursos para fazer o seu próprio trabalho filantrópico.

Os recursos seriam separados do fundo patrimonial da Fundação Gates.

Mark Suzman também anunciou que a fundação irá expandir o seu conselho de curadores, embora número não tenha sido determinado.

Atualmente, apenas o ex-casal está no conselho de curadores, depois do diretor executivo da Berkshire Hathaway, Warren Buffett, ter renunciado ao cargo em junho.

"Achamos que mesmo que eles [Bill e Melinda] trabalhem de forma eficaz e continuem a trabalhar juntos, não será uma governação ideal. [...] Este é o momento certo para expandir o número de curadores e trazer algumas vozes externas independentes e importantes, que podem ajudar a orientar e fortalecer a fundação a longo prazo", acrescentou Mark Suzman.

O casal Gates, que tem três filhos e mora no Estado de Washington, nos Estados Unidos, anunciou que iria continuar a trabalhar conjuntamente na Fundação Bill e Melinda Gates, que luta contra a pobreza e as doenças.

O cofundador da Microsoft tem uma fortuna avaliada em 125,6 mil milhões de dólares (105 mil milhões de euros) pela revista "Forbes".

Ao longo dos últimos anos, o bilionário tem vindo a dedicar-se cada vez mais à Fundação Gates, envolvida em projetos apoio ao desenvolvimento internacional.

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