Pandemia

Das máscaras às obras: como sobrevivem os famosos sem holofotes

Das máscaras às obras: como sobrevivem os famosos sem holofotes

Novelas paradas, palcos sem público, alfaiates sem pessoas para vestir. A covid-19 forçou a população a ficar em casa, e para os famosos não foi diferente. O regresso à normalidade possível começa hoje, mas vários artistas e figuras de televisão, quando perderam as "luzes" da ribalta, tiveram de arranjar alternativas profissionais.

É o caso de Anabela Moreira, uma das atrizes nacionais mais conceituadas. Sem trabalho regular em televisão, a intérprete apanhou boleia do novo coronavírus e entrou no negócio das máscaras. "A caminho de ser certificada com duas camadas de algodão e uma de TNT", orgulha-se Anabela Moreira na sua conta de Facebook, numa frase ilustrada com uma máscara, que segue as diretrizes da União Europeia. "Investiguei o tipo de máscaras e os materiais e pedimos para serem feitas de acordo com critérios para mandar certificar e comercializar", clarifica.

No mesmo negócio anda também Paulo Battista. Com a alfaiataria fechada, o profissional que desenha fatos para personalidades como Manuel Luís Goucha, Ricardo Quaresma ou Pizzi teve de arranjar uma alternativa. E avançou para a confeção de máscaras "em algodão e TNT laváveis e reutilizáveis". O alfaiate junta ainda uma componente solidária: "Na compra de uma máscara, a Paulo Battista Alfaiataria doa outra máscara a uma instituição", garante o ex-participante do programa da TVI "A tua cara não me é estranha".

Obras, publicidade, aulas

Maior reviravolta parece ter dado Leandro. O cantor romântico foi dado como trabalhador das obras por alguns sites este fim de semana, mas não é bem assim. Na verdade, o intérprete da música "Que mal te fiz eu" apareceu a colocar cimento em tijolos, mas para ajudar os funcionários da empresa que divide com um sócio. "Tenho uma empresa de construção civil há muito tempo. Agora que a música está parada achei por bem vir ao terreno e estar aqui nas obras, passar por cada uma delas e dar um olá ao pessoal que trabalha para mim", justifica o cantor a propósito das imagens que já se tornaram virais. "É importante ter outra atividade, porque a música em Portugal é como perceberam", prossegue, encolhendo os ombros. "Os homens das obras são trolhas. Porque é que a Imprensa não diz que dei emprego a vários músicos?", pergunta.

Perguntas fazem Rita Pereira, Luciana Abreu, Ricardo Carriço ou Lourenço Ortigão. Longe das novelas e da apresentação, os quatro artistas fazem publicidade no Instagram. Rita, uma "expert" há vários anos na matéria, desafia os seguidores a comprarem um produto "detox"; Ricardo defende uma marca que reforça o sistema imunitário; Luciana apela ao treino com uma "saqueta de aveia enriquecida com proteína"; Lourenço mostra que é o mais recente embaixador de uma marca de relógios.

Finalmente, Blaya. A artista luso-brasileira que deixou os Buraka Som Sistema para seguir uma carreira a solo, está sem concertos mas com ideias frescas. Afinal, canta...e dança. Por isso, vai dar aulas. "E se vos dissesse que ia começar a dar aulas online? Envia mensagem privada", desafia a atriz no Instagram.

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