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Estrelas de Hollywood assumem-se colecionadores de arte reconhecidos

Estrelas de Hollywood assumem-se colecionadores de arte reconhecidos

Atores e músicos investem em originais de artistas plásticos de nomeada, muitas vezes anonimamente e em leilões concorridos.

Muitos atores de Hollywood colecionam arte com espírito crítico, tornando-os reconhecidos no meio. A coleção de Leonardo DiCaprio reúne ou já incluiu originais de Pablo Picasso, Salvador Dalí, Takashi Murakami ou Óscar Murillo, artista colombiano que viu a sua obra valorizada após ser comparado a Basquiat. Muitas vezes, o ator visita galerias sob disfarce, e é comum participar em leilões.

Peças de Andy Warhol e do fotógrafo Thomas Ruff são a aposta da atriz Mary-Kate Olsen, enquanto Sofia Coppola prefere a artista conceptual britânica Tracey Emin. Avaliada em mais de 130 milhões de euros, a coleção de Jack Nicholson inclui o figurativista colombiano Fernando Botero, também apreciado por Silvestre Stallone.

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Em 2020, de forma anónima, Barbra Streisand comprou "Mulher camponesa com criança ao colo" de Vincent Van Gogh num leilão da Christie"s por 4,47 milhões de dólares (4,10 milhões de euros). Acabou por o revelar depois em entrevista a "The New York Times". A cantora e atriz californiana, de 79 anos, coleciona arte e design desde 1964, tendo-se estreado com um Matisse. Eclética, junta no seu espólio arte folclórica americana e Arte Nova.

Também diversificado é o gosto de Brad Pitt, cujo divórcio de Angelina Jolie acabou por dividir o património artístico. Uma escultura de Banksy, adquirida pelo ex-casal, pode ser apreciada no Museu Moco de Barcelona, mas o ator tem criações de Marcel Dzama a Neo Rauch. Beyoncé y Jay-Z são igualmente investidores de arte, reunindo obras de Ruscha, Warhol e Basquiat, assim como de George Condo e Damien Hirst.

A posse de tais coleções acrescenta estatuto e faz com que todos sejam reconhecidos no circuito e desejados pelos mais afamados marchands. Isto quando se sabe que o mercado mundial da arte cresceu 29% o ano passado, superando o valor anterior à pandemia. O relatório divulgado no final de março pela Art Basel indica que as vendas entre revendedores e leiloeiras atingiram 59 mil milhões de euros.

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