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Venezuela acusa Angelina Jolie de trabalhar para Trump e CIA

Venezuela acusa Angelina Jolie de trabalhar para Trump e CIA

A atriz norte-americana Angelina Jolie está a ser acusada pela Venezuela de trabalhar para a CIA e para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. As acusações surgiram depois de ter visitado refugiados venezuelanos no Peru.

Uma "agente do imperialismo". Assim foi considerada Angelina Jolie por Diosdado Cabello, presidente da Assembleia Nacional Constituinte da Venezuela, depois de a atriz se ter deslocado ao Peru, na semana passada, para visitar refugiados venezuelanos.

"São agentes do imperialismo, da CIA, o Pentágono e todas essas entidades que o imperialismo tem para colocar uma lágrima que corre pelos rios para que o mundo acredite que tocaram no coração de uma estrela de Hollywood", disse Diosdado, na semana passada, durante um programa de televisão.

O político, militar e engenheiro venezuelano, de 55 anos, acusou ainda a atriz de não se preocupar com "43 milhões de pessoas pobres que vivem nos Estados Unidos", nem das crianças "que estão a ser fechadas em celas" na fronteira com o México, devido à política de tolerância zero imposta pela administração de Trump contra os imigrantes.

As críticas de Cabello não se ficaram por aqui. Além de se referir a Jolie como uma "atriz falsa" que vai para a televisão tentar "enganar" as pessoas, o presidente da Assembleia Nacional Constituinte da Venezuela supôs ainda que a antiga companheira do ator Brad Pitt diz preocupar-se com os venezuelanos, mas que nem deve saber onde fica o país.

"Uma atriz que ama os venezuelanos e é amada por eles. Se lhe perguntas quantos habitantes tem ou não tem o país ela não faz a menor ideia. Onde fica a Venezuela? Estou certo de que nem sequer sabe", atirou.

Desde 2001 que Angelina Jolie se dedica a causas humanitárias. A viagem de três dias que fez ao Peru aconteceu a pedido da Organização das Nações Unidas (ONU), da qual faz parte, e que lhe atribuiu a missão de avaliar a situação dos migrantes venezuelanos que pelo menos desde 2005 se deslocam para aquele país para fugirem do regime venezuelano.

Só nos últimos três anos terão fugido da Venezuela cerca de 1,9 milhões de pessoas, segundo dados da ONU, que estima ainda que no Peru habitem neste momento 456 mil venezuelanos. Em 2016, este número era, segundo a mesma organização, de seis mil.

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