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Tracey Norman, a transexual que fez história nos anos 70

Tracey Norman, a transexual que fez história nos anos 70

Antiga manequim, que tem agora 63 anos, contou como conseguiu esconder que tinha nascido homem

Se ainda hoje a transexualidade é um tema tabu, na década de 70 era-o ainda mais. Tracey Norman, uma manequim que nasceu homem e que fez furor na altura ao ter sido o rosto de marcas como a Avon ou a Clairol, decidiu que estava na altura de contar a sua história e fê-lo à New York Magazine.

"Eu fiz história e mereço que ela seja contada", disse Tracey Norman, atualmente com 63 anos, que conseguiu passar "invisível" durante vários anos numa indústria tão competitiva e exigente como a da moda. "Sentia que estava a viver no corpo errado, senti-me sempre uma mulher", acrescentou.

Aquela que foi a primeira manequim transexual negra revelou na mesma entrevista que ao longo da sua carreira teve vários pretendentes. "Eu era modelo, alguns homens e algumas mulheres sentiam-se atraídos por mim, mas quando descobriam que eu não era aquilo que eles julgavam ser ficavam completamente fora de si".

Norman, que nasceu em Nova Jérsia, EUA, também falou sobre a relação com os seus pais, que nem sempre foi pacífica. O pai nunca aceitou o facto de ser transexual. "Ele tentou tudo o que podia. Comprou-me luvas de boxe e estava sempre a tentar ensinar-me a lutar". Mas as tentativas do pai não impediram Tracey Norman de tornar-se numa manequim de sucesso.

Na entrevista, a antiga manequim também falou sobre o facto de ter sido molestada por um jovem quando tinha apenas cinco anos. "Eu era muito jovem, não sabia de nada", explicou. Foi nessa altura que começou a ser insultada pelos colegas de escola como fag [homossexual], rótulo que nunca aceitou. "Na minha cabeça sou heterossexual e sempre gostei de homens".

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