EUA

Atriz Alyssa Milano apela a "greve de sexo"

Atriz Alyssa Milano apela a "greve de sexo"

A atriz Alyssa Milano convocou uma "greve de sexo", em resposta à nova lei sobre o aborto, que entrou em vigor no estado da Geórgia, nos EUA.

O estado da Geórgia é o mais recente a proibir a interrupção da gravidez, a partir do momento em que se deteta o batimento do coração do feto, aproximadamente seis semanas depois do início da gestação.

Os estados de Mississípi, Kentucky e Ohio foram os primeiros a implementar a nova lei, que tem gerado polémica, já que muitas mulheres não sabem que estão grávidas até essa data.

"Até que nós mulheres tenhamos controlo legal sobre os nossos corpos, simplesmente não podemos correr o risco da gravidez", disse a atriz e ativista Alyssa Milano, na sua conta de Twitter, onde pediu às mulheres que se abstenham de ter relações para "boicotar" a nova lei.

A lei tem gerado várias reações em Holywood. Um grupo de artistas, que inclui figuras como Alec Baldwin, Don Cheadle, Ben Stiller, Mia Farrow e Amy Schumer, liderado por Alyssa Milano, recusaram trabalhar na Geórgia, se a nova restrição fosse adotada. Mas Brian Kemp, governador republicano do estado, aprovou a lei na semana passada.

Desde então, de acordo com o jornal espanhol "El Mundo", várias companhias de produção de cinema e televisão aderiram ao boicote, até que a legislação seja revogada. Alyssa Milano refere que vai lutar com "unhas e dentes" para que a série na qual é protagonista na Netflix, Insaciable, deixe de ser filmada na Geórgia.

A sanção para aquelas que realizarem um aborto é de até 10 anos de prisão e a lei não refere se diz também respeito às mulheres que realizam os seus próprios abortos, o que leva à especulação sobre a aplicação da medida. As únicas exceções estão previstas se a gravidez colocar em risco a vida da mulher ou representar dano físico irreversível.

Imobusiness