Entrevista

Helena Isabel: "O futuro está nas séries"

Helena Isabel: "O futuro está nas séries"

Depois de gravar para a TVI, num raro desempenho de vilã, atriz vai surgir, a partir do dia 29, na RTP e num papel cómico.

É uma das divas das novelas em Portugal e a sua beleza e talento continuam a conquistar fãs, agora nas redes sociais, nas quais resolveu investir com um perfil de Instagram e um site (www.helenaisabel.pt ). Helena Isabel, atriz, 67 anos, terminou há dias gravações da série da TVI "Amar depois de amar" e, a partir do dia 29, às 21 horas, pode ser vista na RTP1 em "Solteira e boa rapariga", no papel da mãe da personagem principal, interpretada por Lúcia Moniz.

No quarto canal, dá vida à vilã Matilde Macedo, uma poderosa empresária que não liga a meios para atingir os fins e que, na ficção, é mãe de Pedro Lima. Um papel de má da fita que é praticamente uma estreia na sua já longa carreira, que começou em 1965. "Foi outro projeto que adorei fazer e no qual desempenhei um papel que não é habitual em mim, uma mulher mais dura, muito vilã, deu-me o maior prazer", referiu Helena Isabel em conversa com o JN.

"A minha vilã é mesmo mau caráter e quer prejudicar muita gente. Uma pessoa tão amarga e tão azeda nunca poderá ter um final muito simpático", acrescenta, em jeito de dica para o final da série.

Antes deste projeto da TVI, a atriz gravou para a RTP uma série com Lúcia Moniz e que busca um entre 25 pretendentes. "É uma história muito engraçada e tenho as melhores expectativas, porque esperei tanto para vê-la. Diverti-me muito a gravar e correu tão bem que eu espero que o resultado final seja muito bom", salienta.

E descreve a sua personagem: "Ela é uma mulher da alta sociedade, que é completamente maluca, tem imensos namorados, viaja com as amigas, é a antítese da filha, "Carla",que é uma mulher mais reservada. É a mãe que a convence a fazer um perfil no Facebook a ver se arranja namorado. Ela arranja namorados mais facilmente que a filha!", brinca Helena Isabel, que defende que, depois de dois projetos no formato, "o futuro da televisão está nas séries".

A atriz esteve, há uns anos, longe do pequeno ecrã, mas garante que há artistas em circunstâncias piores. "Não posso queixar-me. Tenho momentos melhores e outros piores, como toda a gente, mas acho que não me posso queixar. Há pessoas bem piores do que eu". v