Regresso

Ícone sexual no passado, Rita Egídio de volta a Portugal para carreira como DJ

Ícone sexual no passado, Rita Egídio de volta a Portugal para carreira como DJ

Ela está de volta. Sete anos depois de ter saído "zangada" do nosso país, onde ganhou notoriedade a fazer capas de revistas masculinas e a encher as páginas de títulos cor de rosa com a vida privada, Rita Egídio regressa a casa para gerir a carreira da sua Rocky G, o pseudónimo de uma das disc jockey mais conceituadas da atualidade.

Numa esplanada da Baixa de Lisboa, ao lado do marido, Paul Quentin, e da filha mais nova, Max, de quatro anos, a artista justifica, em conversa com o JN, por que veio para ficar dois anos, recorda o desejo de ser famosa, mas garante que as capas das revistas masculinas já não são para ela.

"Voltei por causa do Paul, que é tão apaixonado pelo nosso país", diz Rita, de 38 anos, que por volta dos 30 emigrou para Inglaterra e, mais tarde, para a Holanda. "Saí zangada. Passei um bocadinho com a minha exposição. Tornei-me famosa numa altura em que as celebridades ainda não tinham voz e não existiam ferramentas como o Instagram ou o Facebook para dares a tua versão. Depois, achei que Portugal era demasiado pequeno para os meus objetivos, sempre vivi em diferentes partes do Mundo e a minha casa é onde estão as pessoas que eu amo", acrescenta.

Os seis filhos também motivaram a decisão. "Fez sentido assentar arraiais aqui pelas crianças. Há qualidade de vida, o sol, a comida - já pus mais cinco quilos em cima - e muito para as crianças aprenderem. Assinei um contrato de dois anos para ficar e alugámos casa. Não sabemos onde o destino nos vai levar. Às vezes levanto-me zangada e digo que vou só ficar um ano...", diz .E será que os portugueses a vão reconhecer como DJ internacional ou como a miúda que se despia no início do século? "Há uma nova geração, até aos 30 anos, que não faz ideia de quem eu sou. Há sete anos, ia a qualquer sítio e as pessoas reconheciam-me logo. Hoje, não. Confesso, deixa-me confortável".

Chamar a atenção

Rita Egídio sublinha o que a motivou a tanta exposição. "Tinha necessidade de chamar a atenção. A última capa, a da "Playboy", já foi um "statment" da mãe que tinha cinco filhos e era capaz de fazer uma capa! A partir de 2008 tomei uma data de decisões na minha vida enquanto celebridade: percebi que não me levava a lado nenhum e mudei o meu nome para o meu alter ego, a Rocky G."

A artista revela, pela primeira vez, como tudo começou: "Em 2004, fui a um casting buscar uma amiga minha. Tinha na altura tinha três filhos e uma empresa que vendia cães e gatos. A senhora do casting perguntou-me se eu também o ia fazer e essa minha amiga olhou e perguntou: "Ela? Já tem três filhos e está acabada!". Ouvi aquilo, tinha 24 anos e decidi que queria ser famosa! Aquilo que as raparigas fazem hoje no Instagram eu fiz nas capas das revistas! Até que cresci e percebi que não é isso que me enche e achei que já chegava".

E hoje, repetiria a dose? "Não faria uma revista masculina. Vou fazer fotos sensuais para o meu trabalho, mas no meu contexto de sensualidade. Estou mais em forma do que alguma vez estive", disse à despedida.