Carreira

Largou a bola para vingar como ator

Largou a bola para vingar como ator

Aos 26 anos, Vítor Silva Costa tem-se afirmado na representação, não só em televisão, como no teatro e também no cinema. O ator está em cena, no Teatro da Trindade, em Lisboa, até ao dia 28, com "Emigrantes", um "espetáculo sobre duas pessoas, dois homens totalmente opostos, que partilham a condição de serem emigrantes", sintetiza.

A par da peça, Vítor Silva Costa continua a gravar a novela da SIC "Alma e coração", na qual dá vida ao agente da PSP Nélson, o que o obriga a "uma grande disponibilidade mental", por serem "personagens diferentes". Mas, confidencia, "sinto-me muito feliz assim nesta dinâmica quase esquizofrénica mas que me dá algum alento".

Vítor, como a sua personagem de "Emigrantes", não exclui a hipótese de, um dia, fazer as malas e partir na vida real. "Na verdade sou migrante", sublinha, recordando que deixou o Porto para trabalhar em Lisboa. No entanto, para já, "tendo projetos fico por aqui", acrescenta em conversa com o JN.

Antes de decidir ser ator, Vítor jogou futebol (dos 7 aos 16 anos), que lhe deu "disciplina, organização, foco e concentração". A bola ficou para trás "quando surgiu a escola de teatro", mesmo que não saiba o que motivou a escolha: "Eu estava naquela fase da escola em que temos de escolher um curso e, na altura, não me agradavam muito as saídas académicas. Não queria optar só para cumprir calendário, mas ainda não tenho uma resposta concreta para ter escolhido teatro". Estava ainda no Porto, onde cresceu, apesar de ter nascido em Espinho, até que o casting para entrar nos "Morangos com açúcar", em 2012, o alavancou para o sucesso.

Vítor regressou depois à Invicta para terminar o curso, mas o futuro passava mesmo pela capital, onde ainda se mantém, agora a viver com a namorada, a também portuense Carolina Torres. A adaptação a Lisboa "não foi fácil", recorda, "porque são cidades muito diferentes e custa estar distante da família".