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Marcantonio del Carlo: "Fazer de mau é melhor"

Marcantonio del Carlo: "Fazer de mau é melhor"

Ator Marcantonio del Carlo é um homem sem princípios na novela "Alma e coração" da SIC.

Marcantonio del Carlo esteve no Porto para orientar mais um workshop e conversou com o JN sobre o papel que interpreta em "Alma e coração", na SIC, e sobre novos projetos. "Sou muito insatisfeito. Não consigo estar só virado para uma coisa. Mas depois há projetos envolventes, como a novela "Espelho d"água", que gravava de segunda a sexta. Nessa altura, não consegui fazer teatro. Mas continuei a escrever uma adaptação para uma peça a estrear em 2019", revelou.

O ator já terminou a sua prestação na novela "Alma e coração", embora ainda possa ser visto durante "mais algum tempo" e "o balanço é positivo". Na história, é Paulo, "homem sem princípios", que o levou "a descobrir o mundo da rádio", que desconhecia. Mas, "com a escrita da novela, acabou por se acrescentar outras características: drogar-se, beber ou ser trafulha. Coisas introduzidas pelo improviso" e que levaram Marcantonio a experimentar a reação do público. "Há pouco tempo fui fazer o meu espetáculo ["Porque é que os cães cheiram o rabo uns aos outros"] a Lousada e, de repente, uma senhora veio ter comigo para dizer que, "se não soubesse que era tudo a fingir", batia-me. Quer dizer que as pessoas acreditam naquilo que estamos a fazer e isso é excelente. Fazer de mau é melhor do que fazer de bom".

No guião, ainda é acusado de assédio sexual, "assunto que está na ordem do dia, pois, felizmente, as novelas já não têm medo de falar em certas coisas".

As crueldades não se limitam à televisão e, nos últimos dias, Marcantonio assumiu o papel de "um juiz absolutamente hediondo - daí o bigode e a pera -, "na rodagem do filme "Submissão", de Leonardo António, em que contracena com a mulher, a também atriz Iolanda Laranjeiro, que é a protagonista.

Cioso da vida privada, o artista não se alongou muito sobre a relação que os une, lembrando que as figuras públicas são iguais a todos os outros casais. "Temos os mesmos problemas e as mesmas virtudes que os outros têm. A única diferença é que temos exposição", disse. "Ainda bem que Portugal é o Hollywood dos pequeninos.

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