Controvérsia

Joana Latino debaixo de fogo

Joana Latino debaixo de fogo

Criticou queixas e inércia dos artistas afetados pela pandemia.

Joana Latino usou o sucesso do programa do Instagram "Como é que o bicho mexe", de Bruno Nogueira, para criticar os artistas, muito afetados pela pandemia.

"Os artistas, em vez de fazerem tantos discursos miserabilistas, catastrofistas, de autocomiseração deviam mexer-se. [...] E, se calhar, deviam olhar para este exemplo, desta equipa, que teve uma trabalheira durante dois meses", afirmou a jornalista. As declarações não caíram bem e Joana Latino foi severamente criticada.

Para o humorista Nuno Markl, que participou nos diretos, "não é bonito ver o #comoéqueobichomexe ser usado como arma de arremesso contra a classe artística, como se os diretos do Bruno se revelassem, afinal, a solução mágica para os graves problemas de uma quantidade tremenda de profissionais da cultura". Acrescentou ainda que "o Bicho nunca foi, nem pretendeu ser um modelo de negócio ou um ganha-pão para os seus intervenientes".

O realizador Vicente Alves do Ó sublinhou que "a diferença entre os diretos do Bruno, Markl e companhia e uma companhia de atores da Covilhã é e continua a ser sempre a mesma: sentido de oportunidade, centralismo e mediatismo". Ainda nas redes sociais, a atriz Cláudia Semedo assumiu que considerava Joana Latino "uma jornalista fora da caixa", mas que agora é "muito triste que alguém com a tua formação continue a olhar para os artistas como os boçais de antigamente", desabafou.

A atriz Dalila Carmo manifestou também "vergonha alheia", enquanto Henrique Feist classificou a jornalista como "desrespeitosa". Por sua vez, o cantor Agir considerou "uma total falta de respeito achar que todos os artistas se encontram em pé de igualdade com o inquestionavelmente talentoso Bruno Nogueira". Perante tantas críticas, Joana Latino desativou os comentários do Instagram.