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Mickael Carreira diz que pede conselhos ao pai

Mickael Carreira diz que pede conselhos ao pai

Mickael, o filho mais velho de Tony Carreira, já é um caso sério de popularidade e está de regresso com um novo disco. "Viver a vida" chega às lojas amanhã e foi gravado em Miami com a produção a cargo dos multi-galardoados Rudy Pérez e Julio Copello, que já assinaram trabalhos de nomes como Jennifer Lopez, Beyoncé, Christina Aguillera ou Nelly Furtado.

O que o fez ir a Miami para gravar o disco?

Foi pela equipa. Encontrei a equipa perfeita em Miami: o Rudy Pérez e o Júlio Copello. Já admirava o trabalho deles há algum tempo. Surgiu a oportunidade de trabalhar com eles e eu agarrei-a.

O Rudy Pérez deu-lhe muitas indicações no estúdio? Aceitou tudo de bom grado?

Quem trabalha comigo sabe que aceito na boa as críticas quando são construtivas. No início, quando o Rudy me dava indicações eu estava a tremer, sentia-me nervoso. Mas aprendi a tirar de mim tudo aquilo que ele me ensinou. Foi muito bom para mim. Foi mesmo muito positivo.

O seu pai interfere no seu trabalho? Ou seja, dá-lhe conselhos e é vigilante? Ou não se intromete de todo?

(risos) Gostei do vigilante. Desde sempre que ele me dá a sua opinião e que lhe peço conselhos - tanto a ele como à minha mãe. Mas depois acho que é importante ter o meu próprio cunho. Tenho que tomar as decisões por mim próprio: se corre bem o mérito é meu, se corre mal a culpa é minha.

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O Mickael tem medo de desiludir as fãs?

Há sempre o medo de não corresponder às expectativas mas isso não pode ser uma obsessão senão as coisas não saem bem. Tenho que gostar daquilo que estou a fazer naquele momento. Deu-me muito prazer gravar este disco e depois isso sente-se no resultado: é feito com sinceridade e com bom ambiente.

O que inspira para criar canções?

Sobretudo a vida. Este trabalho chama-se "Viver a vida" e há um tema que diz isso: a vida são só momentos que não voltam a passar por isso tens que aproveitar cada momento; hoje estás bem mas amanhã não sabes se estás bem ou não. E mesmo quando as coisas correm mal o melhor é tirar sempre o lado positivo de cada situação. Antigamente, quando as coisas corriam mal lamentava-me um bocadinho mas neste momento já não: levanto a cabeça e sinto que para a frente é que é o caminho.

Considera-se uma pessoa otimista?

Muito.

O Mickael, tal como o pai, tem fãs muito dedicadas. Como lida emocionalmente com isso?

No último concerto do Coliseu houve pessoas que foram cinco dias antes para a porta da sala só para estarem na primeira fila. Isso é emocionante e arrepiante. É uma prova de carinho enorme. No ano passado, na tournée, houve algumas pessoas que tiraram férias para só para estarem connosco na estrada em vez de irem para o Algarve ou para outro sítio qualquer. Foram as férias dessas pessoas. São provas de carinho enorme e fico muito sensibilizado quando isso acontece. Nenhum artista existe só por si próprio: se o público não gosta de ti, nada compensa. Dou muito valor ao meu público.

Mas é fácil lidar com a fama e com o facto de sair à rua e ser reconhecido?

É e nunca me incomodou. É muito bom quando vou jantar a um restaurante e alguém vem ter comigo e diz "gosto muito do seu trabalho".

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