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Funeral

Milhares de branco e em lágrimas no adeus a Maria João Abreu

Milhares de branco e em lágrimas no adeus a Maria João Abreu

Quase duas mil pessoas na Praça de Londres, em Lisboa, na despedida da atriz. Presidente da República e ministra da Cultura presentes.

Polícias, escuteiros a fazer um cordão de segurança e trânsito cortado na Praça de Londres, em Lisboa: foi assim, ontem, à saída do funeral de Maria João Abreu para o Cemitério do Alto de São João, que juntou - numa altura em que o Governo ainda desaconselha ajuntamentos por causa da pandemia -, perto de duas mil pessoas, várias em lágrimas, a bater palmas, a gritar "obrigado Maria João" e "bravo". Quase todas de branco, como tinha pedido o marido da artista, João Soares, nas redes sociais, um desafio que jornalistas também acataram.

Nesta altura, a mãe de Maria João Abreu - que não resistiu, na passada quinta-feira, a um aneurisma, depois de mais de uma semana internada no Hospital Garcia de Orta, em Almada -, Maria Cândida, teve de ser apoiada, assim como João Soares. Antes, José Raposo, ex-companheiro de Maria João Abreu, foi confortado na rua pelos amigos. Ausências notadas nas cerimónias fúnebres foram as da atriz Sara Barradas, namorada de José Raposo, e dos dois filhos de Maria João Abreu: Miguel está infetado com covid-19 e Ricardo encontra-se em isolamento. A enchente nesta zona, uma das mais caras da capital, já se antevia depois de, ao longo do dia, a fila para o velório já circundar o local de culto.

"Estamos atordoados"

A saída do caixão - assinado com dedicatórias de colegas e amigos da atriz -, da Igreja de São João de Deus foi o culminar de um dia de emoções, que começou logo perto das 11 horas com o velório, no qual se juntaram muitas caras conhecidas ao longo do dia, como Simone de Oliveira, Ruy de Carvalho, Maria do Céu Guerra, Diogo Infante, João Baião - o apresentador chegou a auxiliar uma mulher que desfaleceu -, ou Marina Mota, além de muitos colegas mais jovens da novela "A serra" (que a atriz estava a gravar para a SIC) e dos "executivos" Daniel Oliveira, Gabriela Sobral, José Eduardo Moniz ou Luís Cunha Velho.

Depois de almoço, foi a vez do Governo e da Presidência da República se fazerem notar: primeiro foi a ministra da Cultura, Graça Fonseca, a marcar presença de forma discreta e, já perto das cinco da tarde, Marcelo Rebelo de Sousa chegou com palmas fora e no interior da igreja.

Márcia Breia, colega de Maria João Abreu na novela "A serra", não escondia a emoção: "Era uma mulher de fé e eu gostava muito dela. Era alguém simples. Soube-o desde o nosso primeiro contacto", disse a veterana atriz ao "Jornal de Notícias".

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"É uma sorte termos contado com a Maria João na SIC. Era uma mulher com talento e muito profissional. Alguém com grande humanidade. Trata-se de uma grande perda", referiu ao JN Francisco Pedro Balsemão, CEO do grupo Impresa.

António Pedro Cerdeira, amigo de longa data da atriz, também se emocionou durante as cerimónias fúnebres. "No nosso grupo de whatsapp a João disse numa da últimas mensagens para fazermos tudo o que temos direito. Estamos atordoados e é muito difícil não ver o nome dela na ficha das gravações da novela", concluiu Cerdeira.

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