Óbito

Morre aos 26 anos o fotógrafo português "Lisboeta Italiano"

Morre aos 26 anos o fotógrafo português "Lisboeta Italiano"

O fotógrafo português André Miguel Dias Andrade, mais conhecido como o "Lisboeta Italiano", morreu no domingo, após ter sofrido uma paragem cardiorrespiratória enquanto fazia uma caminhada durante a tarde. Tinha 26 anos.

A notícia da morte de André Andrade, conhecido no meio artístico como "Lisboeta Italiano", foi avançada pela plataforma "Colectivo PROMETEU", da qual o jovem português foi fundador juntamente com Nádia Ferreira e Pedro Cadilhe, e que surgiu com o objetivo de aproximar a comunidade e criativos de diferentes áreas de expressão artística.

André Andrade, o lisboeta que tinha uma paixão por Itália, começou por retratar desconhecidos, amigos e conhecidos, mas centrou todo o seu trabalho na comunidade LGBTI (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgéneros e Intersexuais), onde ganhou fama. Além de ter retratado várias figuras públicas, por várias vezes teve o seu trabalho divulgado e reconhecido em publicações nacionais e internacionais.

As reações à sua morte prematura não se fizeram esperar nas redes sociais. O cartunista Hugo van der Ding classificou a morte precoce de André como trágica: "Sei que o talento do Lisboeta Italiano continuará por aí nos belíssimos retratos que tirava. O André, a pessoa mais sweet do mundo, como os fósforos que ardem depressa demais, já não. Aos vinte e seis anos. Que tragédia", escreveu.

Também o programador cultural Luís Sousa Ferreira, ex-diretor artístico do festival Bons Sons e diretor do 23 milhas, reagiu ao desaparecimento do fotógrafo. "O André era um artista, um fotógrafo com um olhar terno que despia as pessoas e com uma plasticidade que trazia à pele o que a mente escondia", afirmou.

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