Entrevista

Ser da família real "é um misto entre estar no The Truman Show e no zoológico", diz Harry

Ser da família real "é um misto entre estar no The Truman Show e no zoológico", diz Harry

Numa conversa com o ator Dax Shepard, Harry lamentou o "sofrimento genético" na família real, justificando que o príncipe Carlos, herdeiro da coroa britânica, o tratou "como também foi tratado".

Harry não quer "culpar ninguém", mas agir de forma diferente na educação dos filhos. Numa entrevista concedida ao ator norte-americano Dax Shepard para o popular podcast "Armchair Expert", o duque de Sussex reconheceu que há um certo "sofrimento genético" na família real - associado a experiências da infância - que pretende contrariar com Archie, de dois anos, e a bebé que está prestes a nascer.

Numa conversa de 90 minutos - destinada a promover a sua nova série com Oprah Winfrey, "The Me You Can't See", dedicada à saúde mental e que estreia este mês na Apple TV - o filho mais novo de Carlos e Diana comparou ainda a vida na família real a uma mistura entre estar no "The Truman Show" e no zoológico.

"Não acho que se deva apontar o dedo a alguém, mas certamente que experimentei alguma dor por causa do sofrimento que o meu pai, ou os meus pais, tenham passado. Vou certificar-me de que vou quebrar esse ciclo", afirmou.

O duque de Sussex afirmou ainda ter percebido aos 20 anos que não queria ter "um emprego real", decisão que oficializou em 2020, mudando-se inclusivamente para a Califórnia.

Apesar de ter sido forçado a "sorrir e aguentar", Harry assegurou ter visto "por trás da cortina". "Vi o modelo de negócio, sei como as coisas funcionam e não quero fazer parte disso", ressalvou, descrevendo a vida real como "uma mistura entre estar no 'The Truman Show' e no zoológico".

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De recordar que neste filme satírico, de 1998, protagonizado por Jim Carrey, a personagem principal apercebe-se de que está a viver num reality show de sucesso internacional.

Ao longo da conversa, Harry destacou ainda que a terapia o ajudou a "limpar a cabeça" e a perceber que podia simplesmente usar a sua posição privilegiada para ajudar as pessoas.

E a propósito do pai, explicou: "De repente comecei a juntar as peças e a dizer 'ok, foi aqui que ele estudou, foi isto que aconteceu, ele tratou-me da forma como também foi tratado', conclusão: como posso mudar isto com os meus filhos?".

"Bem, aqui estou, mudei-me com a minha família para os EUA", constatou, defendendo que, apesar de o plano inicial não ser esse, "às vezes é preciso tomar decisões e colocar a saúde mental em primeiro lugar".

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