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Sofia Pinto Coelho estreia-se em séries documentais

Sofia Pinto Coelho estreia-se em séries documentais

"Despojos de guerra" arranca este sábado na Opto e nasceu de uma reportagem banal. Encontro com Sebastiana lançou a jornalista da SIC no resgate de memórias de África.

Num registo bastante diferente do que lhe é habitual, Sofia Pinto Coelho assina a série documental "Despojos de guerra", que se estreia este sábado na plataforma de streaming Opto, antes de passar na SIC. O projeto, como conta a jornalista, surgiu à margem de uma reportagem banal, na qual conheceu Sebastiana, "uma mulher que acabou como espia durante a Guerra Colonial". "Ela começou a contar-me a história de vida dela... De repente, percebi que tinha ali uma pessoa viva com testemunhos de um período histórico tão importante e comecei a interessar-me pelo tema."

Ao longo de quatro episódios, relatos de espionagem, patriotismo, sobrevivência e romance sucedem-se com base em factos do passado. Tudo a partir da vivência de Sebastiana, "uma menina do Alentejo que, aos 15 anos, foi com os pais para África e tornou-se angolana. Na Guerra Colonial, quando a guerrilha se instalou na região onde era comerciante, ela acabou por fazer jogo duplo quando a PIDE descobriu que servia os guerrilheiros. Ou seja, tanto os salvava para se proteger como lhes colocava comprimidos na bebida e eles acabavam presos". Reunidos os testemunhos, Sofia diz que "foi um calvário arranjar imagens em Portugal", mas com o apoio do Instituto do Cinema e a experiência em consulta chegou a arquivos internacionais. "Foi interessante ver o nosso país aos olhos do Mundo", afirma.

Esta foi a primeira vez que Sofia Pinto Coelho experimentou este registo, achando "interessante fazer documentários históricos". Reconhece que "trabalhar a História é uma gruta, um refúgio" e, no caso, "foi como voltar à escola, pois não sabia nada". Em "Despojos de guerra", acaba por dar voz aos que estiveram na sombra no passado.

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