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Tese abençoada pelo Vaticano

Tese abençoada pelo Vaticano

Recebeu há poucos dias das mãos do cardeal Tarcísio Bertone, secretário de Estado do Vaticano, o prémio ex-aqueo Pontificie Accademie in Mariologia 2010, pela sua tese de doutoramento "A Anunciação do Senhor na Pintura Quinhentista Portuguesa".

Aliás, o trabalho do professor doutor Luís Alberto Casimiro, docente convidado da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, foi considerado, logo no dia seguinte ao ter recebido galardão, pelo jornal do Vaticano "Osservatore Romano", como "poderosa tese".

A verdade é que a obra deste professor, que vive no Porto e que nasceu em 1960, em Vilar Formoso, foi entre dezanove obras de todo o mundo premiada ex-aqueo com o trabalho desenvolvido pela Academia Mariana da Índia.

Para Luís Alberto Casimiro, o seu trabalho veio "demonstrar que por trás das pinturas da Anunciação do Senhor está um esquema de composição que serve para os pintores enquadrarem as figuras e objectos, ao mesmo tempo que reforçam a mensagem iconográfica".

Trata-se de um trabalho de investigação que desenvolveu durante sete anos, dos quais os últimos três foram despendidos na redacção do texto e que obrigou este docente a pesquisar em bibliotecas, entre outras, de Roma, Florença, Paris e Salamanca.

Apesar de todo o esforço, Luís Alberto Casimiro sente-se satisfeito pelo resultado do trabalho, "ao conseguir provar a existência de um esquema geométrico de composição por trás das pinturas", e simultaneamente considera-se satisfeito e até orgulhoso pela sua tese ter atingido "um reconhecimento internacional".

Considera mesmo que este prémio não é um qualquer, e naturalmente encara-o como "um incentivo e reconhecimento ao rigor da Escola do Porto e à seriedade da investigação".

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Este docente gostaria, por outro lado, que o galardão que acaba de receber servisse de exemplo aos alunos, para que tivessem consciência que "um trabalho sério, honesto e rigoroso em termos científicos pode, mais cedo ou mais tarde, dar os seus frutos".

Luís Alberto Casimiro garante que acreditou, desde sempre, na importância e no tema da sua tese (a primeira de iconografia em Portugal) e sublinha que hoje faria exactamente o mesmo e repetiria os passos na obtenção de toda a informação científica e histórica que colheu e provou neste trabalho.

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