Reino Unido

Zanga nas redes sociais acaba no Supremo. Mulher de Rooney e Vardy em tribunal

Zanga nas redes sociais acaba no Supremo. Mulher de Rooney e Vardy em tribunal

A novela mediática entre Rebekah Vardy e Coleen Rooney, ambas casadas com futebolistas ingleses, começou em 2019 nas redes sociais, mas o drama escalou e culminou numa batalha judicial entre as duas socialites britânicas. Primeiro, Coleen acusou Rebekah de divulgar informações privadas sobre ela ao "The Sun" e, como forma de retaliação, Rebekah leva agora Coleen a julgamento por difamação. Entenda melhor a "WAGs War" que está a deixar os média britânicos em alvoroço.

"WAGs at War" ou "Wagatha Christie". Quando um processo judicial tem o seu próprio nome, é um sinal claro de que vai atrair muito interesse. A batalha judicial que põe frente a frente duas WAGs (sigla que diz respeito às mulheres e namoradas dos jogadores de futebol), de Jamie Vardy e Wayne Rooney, tem tido grande destaque na imprensa britânica e o julgamento, que começou a 10 de maio e está previsto durar sete dias, está a ser acompanhado ao minuto por vários tabloides.

Em novembro de 2020 e após várias audiências, o juiz decidiu levar o caso de difamação a Supremo Tribunal e condenou a mulher de Rooney a pagar 26 mil euros pelos custos iniciais do processo. A companheira de Vardy, com 40 anos, quer "limpar" o nome em praça pública e provar que não foi responsável pelas fugas de informação de que Coleen, de 36, a acusa.

Publicação acusatória acaba na justiça

A "polémica" estourou a 9 de outubro de 2019, com uma publicação acusatória de Coleen Rooney nas redes sociais. A mulher do internacional inglês começou por contar que durante "alguns anos" alguém que a seguia na sua conta pessoal do Instagram, "alguém em quem confiava", estava a passar informação privada ao "The Sun", sem o seu "consentimento" ou "conhecimento". Numa tentativa de desmascarar a toupeira, Coleen explicou que apenas a conta de Rebekah, de quem já desconfiava, tinha acesso ao seu conteúdo e que durante cinco meses publicou vários "stories" falsos para ver se a informação chegava ao tabloide e chegou. "Guardei e fiz screenshot de todas as stories originais onde claramente apenas uma pessoa as viu. Foi... a conta da Rebekah Vardy", escreveu na publicação do Twitter.

Esta veia de "detetive" valeu-lhe a alcunha de "Wagatha Christie" nas redes sociais, numa clara alusão à escritora britânica Agatha Christie.

PUB

Meia hora depois chegava a resposta de Vardy em formato autodefesa e também através das redes sociais. Rebekah, que estava a viver o fim de uma gravidez, negou categoricamente ser a origem da fuga de informação, justificando que várias pessoas tinham acesso às suas contas, e lamentou a situação. Na altura a mulher do avançado do Leicester City tinha uma coluna de opinião no "The Sun". "Devias ter-me ligado da primeira vez que aconteceu", escreveu no Instagram.

Quase um ano depois da polémica, Rebekah confessou ter recebido "níveis muito altos de abuso público após o ridículo" das acusações de Coleen e temeu que o stress causado lhe pudesse provocar um aborto espontâneo. Citada pela France-Presse, acrescentou ainda ter tido "pensamentos suicidas" devido aos ataques sofridos. Por isso, moveu um processo de difamação contra a ex-amiga em junho de 2020.

Nas primeiras audiências, o advogado de Vardy, Hugh Tomlinson, citado pela BBC, chamou às ações de Coleen um "ataque difamatório falso e injustificado... publicado e republicado a milhões de pessoas" e, que por isso, devia ser condenado.

Já o advogado de Rooney argumentou que a publicação viral de Coleen culpava a conta de Instagram de Rebekah Vardy, e não diretamente a modelo. No entanto, o juiz Mark Warby decidiu a favor de Vardy e o caso seguiu para Supremo Tribunal.

O telemóvel que desapareceu no mar e podia resolver o caso

Na luta "pela verdade dos factos", a equipa legal de Rooney pediu para analisar as conversas entre Rebekah e Caroline Watt, agente e amiga da visada, crente que foi a agente quem divulgou a informação, apesar de ter a aprovação da cliente. As conversas entre as duas, no WhatsApp, foram discutidas em várias audiências antes do julgamento, incluindo uma em que Vardy se referiu a Rooney de uma forma desagradável e ofensiva, segundo a "Sky News". No entanto, a análise ficou-se por aí uma vez que Caroline Watt alegou ter perdido o telefone no mar, um dia depois de uma das audiências, o que impossibilitou o escrutínio de outras conversas.

Descrita como estando "num estado frágil", Watt não irá testemunhar em tribunal e foi considerada "inadequada" a prestar provas orais.

Para o especialista em publicidade Chris Hunte, a saga tem sido má para as duas mulheres a nível profissional. "As marcas querem parcerias com celebridades para conseguir a lealdade dos consumidores, aumentar as vendas e ter uma ligação positiva com a associação a essa pessoa", explica à BBC. "Para estas duas senhoras, o impacto é enorme, especialmente a curto prazo. Elas podem estar a perder centenas de milhares de libras, só por estarem envolvidas no seu caso", garante. Apesar de terem entrado no mundo das celebridades por intermédio dos maridos, tanto Rebekah como Coleen construíram as suas carreiras e criaram vários projetos de raiz.

Segundo Jonathan Coad, advogado, para Coleen Rooney ganhar o caso terá de provar que foi Rebekah Vardy a autora das fugas de informação, ou então provar que as ordenou. "Se foi alguém da equipa de Rebekah Vardy a agir por iniciativa própria, então ela não tem de se preocupar", esclarece. "Porque não é culpa dela e ela vai ganhar", remata.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG