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Acabou "o tempo de mais cortes nos salários e pensões", defende Miguel Frasquilho

Acabou "o tempo de mais cortes nos salários e pensões", defende Miguel Frasquilho

O deputado social-democrata Miguel Frasquilho defendeu hoje que o "tempo para mais cortes nos salários e pensões" acabou porque não é mais "suportável" e que a despesa pública terá que ser reduzida de forma "estrutural".

"Com a mesma frontalidade de sempre, penso, claramente, que o tempo para mais cortes de salários e pensões, como aconteceu, isso acabou. Não será mais possível porque não é suportável", afirmou Miguel Frasquilho perante o Congresso do PSD.

Para Miguel Frasquilho, "alguma coisa terá que ser feita, e é do lado da despesa", admitindo que não se pode "fustigar mais a economia com mais impostos".

"Assim, não cresceremos", afirmou.

"Tem que haver uma forma de reduzir a despesa pública e essa forma tem agora que ser estrutural, reformando, modificando e alterando, como sempre, nas rubricas mais pesadas da despesa, as tradicionais e inevitáveis rubricas de prestações sociais, despesas com pessoal e consumos intermédios. O Estado vai ter que ser mais pequeno e mais eficiente", argumentou.

O vice-presidente Jorge Moreira da Silva referiu, por seu turno, na sua intervenção que os "resultados práticos ao nível da credibilização" do país que o Governo alcançou, apesar da postura da oposição, sobretudo do PS.

"A austeridade é filha da sua irresponsabilidade não é um desígnio deste Governo", acusou, argumentando que quando os socialistas exigem do programa de assistência financeira mais tempo e mais dinheiro, "esquecem que isso é o preâmbulo de uma reestruturação da dívida e, portanto, de mais austeridade".

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José Luis Arnaut fez uma intervenção centrada na necessidade de unidade e de "orgulho" no trabalho do Governo, "que não cede a interesses instalados" nem a "lóbis".

"É inevitável que aumentem as contestações, é inevitável que aumentem as incompreensões e que estas se agravem, isso sempre acontece quando as pessoas são retiradas da sua ilusória zona de conforto", defendeu, considerando que o "Governo tem que continuar inabalável ".

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