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Acordo levado ao presidente mantém Portas no Governo

Acordo levado ao presidente mantém Portas no Governo

A decisão de Paulo Portas de abandonar o Governo era "irrevogável", mas, afinal, o líder do CDS vai voltar ao Executivo, como vice-primeiro-ministro. Os termos do acordo serão conhecidos este sábado à tarde.

Paulo Portas conquistou no acordo o lugar de vice-primeiro-ministro com a pasta da coordenação económica. A remodelação passa ainda pela nomeação do atual embaixador em Washington, Nuno Brito, para os Negócios Estrangeiros.

O JN sabe ainda que o Ministério de Assunção Cristas perderá a tutela do Ambiente, que passa para o primeiro vice-presidente do PSD Moreira da Silva.

Tudo indica que Maria Luís Albuquerque se mantém na pasta das Finanças, apesar de ser essa era uma das exigências do líder do CDS para se manter no Executivo. Aliás, o JN sabe que a ministra, que se tem resguardado da exposição pública, chegou a pôr o lugar à disposição de Passos Coelho para que o acordo com Portas fosse viabilizado.

À entrada para o Conselho Nacional do CDS, esta sexta-feira à noite, a confiança e a tranquilidade foram transmitidas aos jornalistas por Nuno Melo, na qualidade de vice-presidente do partido. A proposta de entendimento entregue ao presidente da República, Cavaco Silva, assegura, segundo Nuno Melo, "a estabilidade governativa, garantindo que Portugal está preparado para enfrentar os desafios".

Acordo conhecido hoje

Sem responder às perguntas dos jornalistas, o dirigente centrista deixou expressa a convicção de que a crise política pode ser ultrapassada.

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A manutenção de Portas no Executivo é considerada a maior garantia de que há uma solução duradoura, como exige o presidente da República, que só tomará uma posição pública depois de receber os partidos, na segunda e na terça-feira.

No entanto, tudo indica que o primeiro-ministro terá saído do Palácio de Belém, onde esteve reunido com o chefe do Estado durante cerca de 90 minutos, convicto de que a solução encontrada é sólida e que poderá ser bem acolhida por Cavaco. Ao início da madrugada deste sábado, quando ainda decorre a reunião do Conselho Nacional do CDS para decidir o adiamento do XXV Congresso do partido, previsto para este sábado e domingo, ainda eram desconhecidos os termos precisos do acordo.

Depois de mais um dia de encontros entre Passos e Portas, nada foi transmitido oficialmente. Apenas foi anunciado pelo gabinete do primeiro-ministro que as direções do PSD e do CDS apresentarão este sábado à tarde "o entendimento político alcançado".

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