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Aguiar-Branco diz que decisão da Irlanda reforça "a responsabilidade do PS"

Aguiar-Branco diz que decisão da Irlanda reforça "a responsabilidade do PS"

O ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, considerou, este sábado, nos Emirados Árabes Unidos, que "quanto mais cedo acontecer" um consenso com o PS "melhor serão as condições em que Portugal pode sair do programa de ajustamento".

"As condições em que nós sairmos do programa de ajustamento, de uma forma mais ou menos gravosa para os portugueses, têm uma relação direta com a possibilidade de termos esse consenso. Quanto mais cedo esse consenso acontecer, melhor serão as condições em que Portugal pode sair do programa de ajustamento", disse, à margem de uma visita aos Emirados Árabes Unidos, a convite do seu homólogo, o príncipe herdeiro Mohamed Bin Rachid al-Maktoum

Para Aguiar-Branco, os "indícios" que têm sido revelados acerca da economia nacional "são muito animadores".

"O crescimento, a baixa do desemprego, a capacidade que estamos a ter de sair da recessão. Estes indícios, que são muito positivos, reforçam a necessidade de consenso com o PS", apontou.

E acrescentou: "Mais importante do que estarmos a falar de cargos, de eleições ou de matérias dessa natureza é nós colocarmos e mostrarmos na prática que o interesse nacional está acima de tudo isso e o interesse nacional reforça a necessidade desse consenso. Acredito que quanto mais cedo surgir, mais sustentável será a nossa capacidade de sair do programa em julho e de forma menos gravosa para os portugueses".

Esta semana, o dirigente socialista Eurico Brilhantes Dias advertiu que, se o Governo PSD/CDS tiver de negociar um programa cautelar com a União Europeia, não terá reunidas as condições políticas para o fazer em nome de Portugal.

À margem de um almoço de trabalho com empresários e comunidade portuguesa na capital dos Emirados Árabes Unidos, Abu Dhabi, o Aguiar-Branco sublinhou que a decisão da Irlanda, conhecida esta semana, de dispensar outro mecanismo de ajuda para sair do atual programa de ajustamento, reforça "a responsabilidade do PS".

"As condições de lógica política, de consenso político reforçam a capacidade para podermos também nós fazer uma saída semelhante à que a Irlanda faz. O que significa que quanto mais cedo esse consenso acontecer e discutamos isso e não lugares, eleições ou outras matérias, com certeza melhor será assegurada essa saída", reforçou.

O ministro salientou que, para Portugal encerrar o seu programa de ajustamento de forma idêntica à da Irlanda, "reforça a necessidade de consenso".

"É um dado evidente que a estabilidade, o consenso e o apoio político generalizado à capacidade de executar um orçamento são condições que ajudarão a que a nível dos mercados internacionais haja uma segurança relativamente a Portugal (...) que fará baixar as taxas de juro (...) e o nível das taxas de juro será tanto menor quanto houver a perceção dos mercados de que não há perturbação a nível político. E, por isso, se queremos ter neste momento uma expressão de patriotismo, ela passa por manifestarmos o consenso que se pode ter em relação a este esforço que os portugueses estão a fazer", salientou.

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