OE2012

Alterações ao OE resultam da "serenidade de saber ouvir" do governo

Alterações ao OE resultam da "serenidade de saber ouvir" do governo

O ministro Miguel Relvas disse, esta segunda-feira, que as alterações aos cortes nos subsídios dos funcionários públicos e pensionistas são resultado da "serenidade de saber ouvir, dialogar e decidir" do governo.

"Cabe a um governo e a uma maioria saber ouvir sugestões e no seio do debate da Assembleia da República, encontrar outras soluções. Foi possível passar o corte nas pensões de 485 para 600 euros, com a compensação de que vai ter de se mexer nas taxas liberatórias", afirmou o ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares.

O ministro falava aos jornalistas à entrada da sessão de apresentação dos trabalhos da Academia RTP, no Hard Club, no Porto.

Para Miguel Relvas, a proposta apresentada pelo PSD e CDS-PP é a demonstração da serenidade do Governo em "saber ouvir para saber agir".

Questionado sobre a "bondade" da proposta do PS, Relvas referiu apenas que "todas as propostas são para ser ouvidas, desde que possam ser concretizadas".

A proposta apresentada pelo PSD e CDS-PP permite elevar de 485 para 600 euros o limite a partir do qual os subsídios de Natal e férias de funcionários públicos e pensionistas começam a sofrer cortes.

Por outro lado, passa de 1000 para 1100 euros o limite mínimo a partir do qual estes trabalhadores perdem na totalidade os dois subsídios.

A alteração proposta pela maioria levará a uma perda para o orçamento de 130 milhões de euros, a qual será compensada, segundo o PSD, com um aumento nas taxas liberatórias, sobre juros, dividendos e mais-valias mobiliárias para os 25%.