Política

António Costa defende eleições como "momento de mudança"

António Costa defende eleições como "momento de mudança"

O presidente da Câmara de Lisboa afirmou este sábado que as eleições autárquicas de setembro têm de ser um "momento de mudança" do país e acusou os candidatos do PSD de tentarem disfarçar a sua cor política.

"Estas eleições são para as freguesias e os municípios, mas têm de ser um momento de mudança, de dizer que é necessário outras políticas. Eles bem tentam disfarçar, até escondem o emblema, mas não escondem a ninguém: os candidatos do PSD são do Governo e desta política que querem levar a cada município e a cada freguesia", afirmou António Costa, no seu discurso na Convenção Nacional Autárquica do PS, que decorre este sábado à tarde no Coliseu de Lisboa.

Considerando que as eleições vão ocorrer "num momento muito dramático para o país, para as famílias e as empresas", António Costa apelou a uma "agenda anticrise em comum" aos candidatos socialistas.

Para combater a crise, o presidente da Câmara da capital sugeriu "uma agenda de grande proximidade" com as populações e uma "gestão muito rigorosa", concentrada nas crianças e nos idosos.

"Mas a prioridade, como disse ontem [na sexta-feira] o nosso secretário-geral, é o emprego, emprego, emprego. É preciso combater o desemprego em Portugal", afirmou.

António Costa defendeu ainda uma proatividade por parte dos autarcas na procura de investimento e disse que os fundos europeus "são claramente a única verba" que o país "pode ter como certa e segura com poder de alavancar o investimento".

"Só falta agora que o Governo comece a aparecer e aproveitar os fundos comunitários, na elaboração daquilo que devia estar acordado para que não percamos tempo", criticou.

Nas críticas ao Governo, o presidente da Câmara de Lisboa disse que a reforma do Estado deve começar por uma "descentralização que é preciso fazer para reforçar competências" às autarquias locais.

"A reforma do Estado não é abrir corrida contra relógio para retirar o subsídio de férias, não é encerrar organismos a eito, não é fechar freguesias a régua e esquadro", criticou.

António Costa recordou a reforma administrativa de Lisboa, onde a redução de freguesias foi acompanhada por um aumento de verbas e de competências, apelando a que o mesmo aconteça pelo país para obter "mais eficiência" na gestão dos serviços públicos.

O recandidato à Câmara de Lisboa elogiou o "património autárquico" do partido e deixou uma palavra de incentivo aos socialistas que se candidatam pela primeira vez.

"As pessoas, o país e a economia precisam de autarquias lideradas pelo PS", disse.

Também o líder da Federação da Área Urbana de Lisboa (FAUL) do PS, Marcos Perestrello, criticou o Governo, "a vergonha" dos candidatos do PSD, "a anulação" do Presidente da República enquanto poder moderador e "o bloqueio" dos partidos à esquerda do PS, referindo-se ao PCP e ao Bloco de Esquerda.

"O PS vai a votos sem arrogância, na certeza de que não há vitorias antecipadas", afirmou.

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