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António Costa diz que políticos devem "concentrar-se nos problemas do país"

António Costa diz que políticos devem "concentrar-se nos problemas do país"

O socialista António Costa defendeu, esta segunda-feira, que os políticos devem "concentrar-se nos problemas do país" e não em "discussões internas do partido", afirmando que já transmitiu a sua posição sobre a alteração de estatutos à presidente do PS.

"O país tem muitos problemas, as pessoas estão com muitos problemas e é certamente aí que querem que os políticos concentrem a sua atenção. É o que eu procuro fazer e é o que eu farei", afirmou aos jornalistas o presidente da Câmara de Lisboa, a propósito da alteração de estatutos do PS, aprovada no sábado pela Comissão Nacional do partido.

Com estas alterações estatutárias, o PS poderá escolher os seus candidatos a deputados e a presidentes de câmaras por eleições diretas por parte dos militantes. Por outro lado, os mandatos dos órgãos nacionais passam a ter a duração das legislaturas na Assembleia da República, tendo o líder socialista de se sujeitar a congresso três meses após as eleições legislativas.

Instado a comentar a decisão, António Costa escusou-se a comentá-la "publicamente", afirmando já ter transmitido a sua posição a Maria de Belém Roseira.

"O que tinha a dizer sobre isso disse pessoalmente à senhora presidente do partido e não tenho mais nada a dizer sobre essa matéria", disse.

Questionado sobre se se sente incomodado com esta alteração, o socialista negou: "A mim não me incomoda nada", referiu.

"Aquilo que os portugueses querem é que os políticos se centrem nos problemas do país, na resolução dos problemas do país, na resolução dos problemas das pessoas, e não propriamente em discussões internas do partido", sublinhou.

António Costa, que falava aos jornalistas à margem de uma conferência sobre "Reforma Administrativa Local", em Loures, considerou ainda que a manifestação de autarcas e populações, no passado sábado, contra a proposta do Governo de reduzir o número de freguesias, "foi indiscutivelmente muito expressiva".

"Só sublinha como esta reforma exige muito diálogo e muita concertação para ser levada para a frente", salientou.

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